
FC Porto reforça a equipa técnica para 2026/2027 com duas contratações vindas do Ajax: o treinador de guarda‑redes Erik Heijblok e o analista de vídeo Liam Helsloot, ambos com ligação prévia a Francesco Farioli e experiência na formação neerlandesa.
FC Porto fecha dois reforços técnicos vindos do Ajax
Erik Heijblok e Liam Helsloot vão integrar a estrutura técnica do FC Porto para a temporada 2026/2027, reforçando a ligação de Francesco Farioli a profissionais com quem já trabalhou no Ajax. A aposta privilegia continuidade de ideias e know‑how da escola neerlandesa num momento de consolidação do projeto técnico no Dragão.
Quem são Erik Heijblok e Liam Helsloot?
Heijblok, 49 anos, encerra uma ligação de onze anos ao Ajax, onde regressou em 2015 após a carreira de jogador. Desempenhou funções de treinador de guarda‑redes nas várias camadas da formação e, mais recentemente, trabalhou com a equipa B e com a equipa principal entre 2022 e 2024. Liam Helsloot foi contratado pelo Ajax em 2022 como analista de vídeo e já tinha trabalhado diretamente com Francesco Farioli, oferecendo ferramentas analíticas e scouting tático que complementam o método do treinador italiano.
Impacto imediato na estrutura do FC Porto
A chegada de Heijblok e Helsloot acrescenta especialização técnica e uma linguagem de trabalho afim à do treinador principal. No plano dos guarda‑redes, traz experiência em desenvolvimento de jovens e rotinas de treino da formação, enquanto a componente de análise de vídeo promete aprofundar preparação tática e scouting interno. No FC Porto atual, Diogo Almeida e Iñaki Ulloa são os responsáveis pelo treino específico de guarda‑redes, pelo que estas entradas colocam questões sobre reestruturação de funções, reforço de competências internas ou ajustes na equipa técnica.
Por que isto importa para Farioli e para a época 2026/27
Trazer profissionais de confiança do Ajax é uma decisão estratégica de Farioli para instalar um sistema coerente no clube: linguagem de treino uniforme, métodos de análise partilhados e uma afinidade profissional que reduz o tempo de integração. Para a temporada 2026/27, isso pode traduzir‑se em maior precisão na preparação dos jogos, melhor desenvolvimento dos jovens guarda‑redes e vantagem na leitura dos adversários. Ao mesmo tempo, a gestão da estrutura técnica será testada — acomodar novas vozes sem desorganizar rotinas establishidas é um desafio de liderança que Farioli terá de gerir com o departamento desportivo.
O que pode acontecer a seguir
É plausível esperar anúncios internos sobre funções e redistribuição de responsabilidades dentro da equipa técnica. Se houver saídas, serão decisões também influenciadas por critérios de rendimento e alinhamento metodológico. Para os adeptos e para a direção, a meta é clara: transformar a coerência técnica em resultados competitivos no campeonato e nas provas europeias.
Conclusão
A integração de Heijblok e Helsloot confirma uma aposta do FC Porto em continuidade tática e em profissionais que partilham a visão de Farioli. Mais do que nomes, trata‑se de peças que podem acelerar a implementação de um projeto técnico coerente — resta ver até que ponto isso implicará alterações na atual estrutura do clube e como se refletirá em campo.
A Bola



