
Luka Modrić decidiu permanecer ao serviço da Croácia, garantindo disponibilidade para a Liga das Nações e os dois duelos frente à Inglaterra, mesmo às portas do 41.º aniversário. A continuidade do capitão coincide com o regresso de Slaven Bilić, oferecendo experiência e estabilidade num ciclo em que a Croácia pretende manter-se entre as melhores seleções europeias.
Modrić confirma continuidade na seleção croata
Luka Modrić aceitou prolongar a carreira internacional e estará disponível para os próximos compromissos da seleção da Croácia na Liga das Nações. A Federação confirmou que o capitão, prestes a completar 41 anos, mantém a porta aberta à continuidade após a especulação sobre uma possível retirada depois do último Mundial.
Modrić soma já 202 internacionalizações e continua a ser o eixo da equipa, dentro e fora do relvado. A presença do médio experiente assegura liderança e qualidade técnica numa posição onde a Croácia historicamente constrói as suas melhores versões.
Calendário imediato: Liga das Nações
Jogos e datas
A Croácia abre a fase com dois jogos fora de casa: contra a Chequia a 26 de setembro e contra a Espanha a 29 de setembro. Seguem-se os encontros com a Inglaterra — em casa a 3 de outubro e em Wembley a 12 de novembro — nos quais Modrić estará disponível para liderar a equipa.
Estes jogos contra seleções de topo funcionam como termómetro competitivo e preparação para futuras campanhas oficiais.
Regresso de Slaven Bilić ao comando técnico
Slaven Bilić volta a assumir a seleção croata, regressando 14 anos depois de ter orientado a equipa entre 2006 e 2012. O técnico traz uma ligação histórica com Modrić: foi treinador nas primeiras etapas da carreira internacional do médio.
O reencontro entre Bilić e Modrić oferece uma narrativa emocional e prática — conhecimento mútuo das qualidades do jogador e capacidade de extrair o máximo da sua experiência num quadro táctico definido.
O que isto significa para a Croácia
A permanência de Modrić garante estabilidade num perfil de equipa que depende fortemente de criatividade e organização no meio-campo. Para já, a Croácia evita o vazio de liderança que uma saída do capitão teria criado e ganha tempo para uma transição mais gradual.
A combinação de Bilić e Modrić deverá focar-se em solidificar processos defensivos sem perder a capacidade de circulação e construção ofensiva. Em termos práticos, isto poderá traduzir-se numa equipa mais disciplinada taticamente, capaz de competir com seleções de topo como Espanha e Inglaterra.
Questões por resolver
A principal incógnita é a gestão do tempo de jogo de Modrić e a adaptação do elenco em redor dele. A Croácia precisa de acelerar o desenvolvimento de alternativas no meio-campo para garantir continuidade a médio prazo. A condição física do capitão e a gestão de minutos serão determinantes ao longo do calendário exigente.
Próximos passos
Os confrontos com a Chequia e Espanha serão os primeiros testes práticos da nova fase com Bilić e do papel continuado de Modrić. A resposta nesses jogos e frente à Inglaterra em outubro e novembro deverá definir se a Croácia pode manter-se como candidato a figurar entre as melhores equipas europeias ou se terá de acelerar reformas no plantel.
A Bola



