
Michael Olise assinou um hat-trick e levou a França a vencer a Irlanda do Norte por 3-1 em Lille, no último teste antes do Mundial, confirmando-se como peça decisiva na equipa de Didier Deschamps e chegando aos Estados Unidos como candidato a titular indiscutível.
Resultado e resumo imediato
França 3–1 Irlanda do Norte — Estádio Pierre-Mauroy, Lille. Michael Olise (Bayern) marcou os três golos dos Bleus, aos 43', 49' e 75'. Patrick Kelly reduziu para a Irlanda do Norte aos 64'. Jogo dominado pela França, com 27 remates contra quatro, mas com aproveitamento irregular até surgir a inspiração de Olise.
Destaque: Michael Olise confirmou-se
Olise foi o rosto inesperado do encontro. Não só marcou o primeiro golo a fechar o primeiro tempo como assinou o segundo logo aos 49', com um remate de primeira de grande potência, e definiu o triunfo com um remate em arco aos 75'. A versatilidade técnica e a capacidade de decidir isoladamente colocam-no entre as opções mais perigosas de Deschamps.
Os golos
43' — Remate de Demblé é bloqueado e sobra para Olise, que finaliza com frieza. 49' — Depois de um cruzamento de Theo Hernández ser cortado, Olise atira fortíssimo de primeira para 2-0. 64' — Contra-ataque irlandês: Upamecano falha o corte; Shea Charles avança e faz o passe para Patrick Kelly reduzir. 75' — Olise parte da direita, dribla o marcador e enche o pé com um remate em arco para fixar o 3-1.
Formação e escolhas de Deschamps
Didier Deschamps apresentou um onze que parece esboçar o que levará para os Estados Unidos: Maignan na baliza; Koundé e Theo Hernández nas laterais; Saliba e Upamecano no eixo; Rabiot e Tchouaméni no meio-campo; linha ofensiva com Doué, Dembélé, Mbappé e Olise. A ideia tática foi clara: controlo e largura, com liberdade criativa para os avançados.
Análise tática e pontos de atenção
França controlou o jogo em posse e remates, mas faltou eficácia em fases iniciais — um golo de Mbappé foi anulado por fora de jogo e Tchouaméni acertou no poste aos 20'. A fluidez ofensiva foi notória: Olise encontra espaço entre linhas, combina bem com os laterais e finaliza com qualidade. Porém, a transição defensiva ofereceu fragilidades: o erro de Upamecano que originou o golo adversário expôs vulnerabilidades em saídas rápidas que Deschamps terá de corrigir.
O que isto significa para o Mundial
A exibição de Olise altera dinâmicas: surge como alternativa credível a nomes mais habituais e amplia as opções de Deschamps para o flanco esquerdo/direito do ataque. A profundidade do plantel francês fica reforçada — Mbappé, Dembélé e Doué mantêm-se peças-chave, mas Olise acrescenta uma solução de drible, remate e imprevisibilidade. Para a seleção, este teste valida a capacidade de sufocar adversários e, ao mesmo tempo, alerta para cuidados defensivos em transições.
Próximos passos e implicações
A comitiva viaja agora para os Estados Unidos para continuidade da preparação. Expectativa por ver se Olise mantém este estatuto e como Deschamps equilibrará minutos entre opções ofensivas antes do arranque do Mundial. A principal tarefa continua a ser transformar domínio em eficácia e ajustar a linha defensiva para não ser castigada por equipas rápidas no contra-ataque.
Conclusão
A França terminou o último teste com uma vitória convincente graças a um jogador que, até agora, não era a primeira aposta dos holofotes: Michael Olise. Se este jogo é um indicador, os Bleus partem para o Mundial com mais alternativas ofensivas e com uma mensagem clara: têm talento suficiente para ambicionar o título, desde que corrijam lapsos defensivos pontuais.
A Bola



