
Milão se reuniu na Basílica de Santo Ambrósio para o velório de Franco Baresi, com milhares de torcedores, ídolos como Paolo Maldini e Alessandro Costacurta e dirigentes do Milan presentes. O clube anunciou homenagens no clássico contra a Inter em Perth; o número 6 é celebrado como símbolo eterno do clube.
Franco Baresi é velado em Milão: multidão, lendas e emoção no adeus ao capitão
Milhares de torcedores transformaram a Praça de Santo Ambrósio em uma arquibancada a céu aberto para a despedida de Franco Baresi, morto aos 66 anos. Cantos, faixas e o caixão carregado por antigos companheiros marcaram uma cerimônia densa de emoção e simbolismo.
Estiveram presentes no velório figuras centrais da era de ouro do Milan: Paolo Maldini, Alessandro Costacurta, Marco van Basten, Roberto Donadoni, Daniele Massaro e o técnico Fabio Capello. A diretoria do clube — incluindo o proprietário Gerry Cardinale e o presidente Paolo Scaroni — também participou, reforçando a importância institucional do momento.
Jogadores como Christian Pulisic e Santiago Giménez, que permaneceram na Itália por estarem em recuperação de lesões, compareceram à cerimônia. A equipe principal, em pré-temporada na Austrália, não pôde estar em peso, mas o clube já organizou homenagens para o clássico contra a Inter de Milão em Perth.
Homenagens do Milan em Perth e nos próximos jogos
O Milan confirmou ações oficiais para celebrar Baresi no amistoso contra a Inter: braçadeiras pretas, um minuto de silêncio, imagens do eterno número 6 nos telões e uma coreografia especial. São gestos pensados para levar o tributo aos torcedores que acompanharão a equipe fora da Itália.
A decisão do clube de centralizar a homenagem no clássico reflete o peso simbólico de Baresi para a identidade rossonera. Será também uma oportunidade para a atual geração do clube reconhecer publicamente um padrão de profissionalismo e lealdade que transcende gerações.
O que o velório revela sobre o legado de Baresi
Baresi não foi apenas um grande zagueiro; foi a personificação do Milan: chegou jovem, fez toda a carreira no clube, virou capitão e liderou uma era de êxitos nacionais e europeus. Integrante da seleção italiana campeã da Copa do Mundo de 1982, sua aposentadoria do número 6 eternizou um símbolo raro no futebol moderno.
O retrato que emergiu do velório — ídolos reunidos, torcedores emocionados, aplausos e cânticos — confirma que o impacto de Baresi ultrapassa estatísticas. Ele representa uma cultura de clube baseada em identidade, resistência e liderança coletiva.

Implicações para o Milan atual
A ausência física da maior parte do elenco em Milão transferiu para os organizadores e para a direção a responsabilidade de canalizar o luto sem interromper a rotina esportiva. Isso cria um desafio emocional para o grupo: honrar a memória enquanto mantém foco na pré-temporada.
Do ponto de vista esportivo e cultural, a perda serve como lembrete do tipo de referência que faltará aos jovens do clube. O exemplo de disciplina e comprometimento de Baresi é um padrão que dirigentes e treinadores deverão trabalhar para preservar — seja por meio de homenagens, seja pelo reforço de valores na formação das categorias de base.
Reação da torcida e momentos marcantes do adeus
Na saída da Basílica, o caixão foi ovacionado ao som do cântico que acompanhou Baresi em sua carreira: "Só existe um capitão". Faixas com mensagens de gratidão e fotografias históricas pontuaram a cerimônia, transformando o espaço em um memorial temporário, mas carregado de simbolismo duradouro.
A imagem de Maldini e Costacurta nas primeiras filas, lado a lado com outros protagonistas da era vitoriosa, consolidou a sensação de fim de ciclo e, ao mesmo tempo, de continuidade: o legado de Baresi é peça central na narrativa do Milan.
O próximo capítulo: memória e responsabilidade
O adeus a Franco Baresi inaugura um período de homenagens institucionais e populares que devem acompanhar o clube ao longo da temporada. Mais do que celebrar uma carreira, trata-se de reafirmar valores fundadores do Milan: identidade, dedicação e liderança.
Para torcedores e para a equipe, o desafio imediato é transformar a comoção em referência viva. Baresi deixa um padrão técnico e ético que funciona como bússola para um clube em transformação, lembrando que troféus exigem talento, mas também coerência e pertencimento.
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