Brasil vence a Índia por 4 a 0, mas deixa dúvidas no novo ciclo

Brasil vence a Índia por 4 a 0, mas deixa dúvidas no novo ciclo

No Rio de Janeiro, a manhã chuvosa de sábado traz aquela preguiça de sair da cama e deixar o cobertor. Parece que esse clima atravessou 15.240 quilômetros, em uma viagem de aproximadamente 8h30, e encontrou a Seleção Brasileira em campo.

Carlo Ancelotti escalou o Brasil com Pedro Morisco; Matheusinho, Marquinhos, Arthur Dias e Douglas Santos; Gabriel Bontempo, Andrey Santos e Danilo; Estêvão, Pedro e Vinicius Jr.

Do outro lado estava a Índia, 138ª colocada no ranking da FIFA. E o adversário apresentou exatamente o que se poderia esperar de uma equipe tão distante do nível brasileiro: muito espaço na marcação e dificuldades para conter os ataques.

Nas finalizações brasileiras que foram ao gol, o goleiro indiano pouco conseguiu fazer. Se o Brasil, atualmente na sexta posição do ranking da FIFA, tivesse apresentado maior eficiência, o placar poderia ter sido ainda mais elástico já no primeiro tempo.

O Brasil abriu o placar aos 28 minutos, com Estêvão. Aos 42', Pedro marcou o segundo. A Seleção terminou a primeira etapa com 63% de posse de bola e dez finalizações, sem exigir grandes defesas do goleiro adversário.

Cinco mudanças no intervalo

Na volta para o segundo tempo, Ancelotti promoveu cinco alterações. Gabriel Magalhães, Vanderson, Douglas Luiz, Samuel Lino e Bruno Guimarães entraram nas vagas de Danilo, Vinicius Jr., Gabriel Bontempo, Matheusinho e Douglas Santos.

Aos 58 minutos, Samuel Lino marcou o terceiro gol brasileiro.

Pouco depois, Ancelotti aproveitou para dar oportunidade a Endrick, Jair, Mauro Júnior e Martinelli, que entraram nos lugares de Pedro, Andrey Santos, Arthur Dias e Marquinhos.

Aos 64 minutos, a Índia quase marcou seu primeiro gol após uma trapalhada geral da defesa brasileira, em um lance que expôs novamente algumas dificuldades do setor defensivo.

Já aos 94 minutos, Samuel Lino voltou a balançar as redes em uma jogada individual, contando também com uma falha do goleiro indiano para fechar o placar.

Brasil 4 x 0 Índia.

Uma vitória que pouco acrescenta

Apesar do resultado elástico, a partida foi tecnicamente fraca e acrescentou pouco à observação de Carlo Ancelotti neste novo ciclo da Seleção.

Mais do que o placar, fica a preocupação com a escolha dos adversários. Dos três jogos disputados nesta sequência, a única apresentação que realmente ofereceu um teste mais interessante foi o segundo confronto contra a Austrália.

Enquanto as seleções europeias aproveitam as datas para enfrentar adversários de nível semelhante e aumentar o grau de exigência, o Brasil segue desperdiçando oportunidades contra equipes muito inferiores tecnicamente.

A CBF precisa ter mais criatividade na escolha dos próximos adversários. Em um ciclo de preparação para a Copa do Mundo, cada partida deveria servir para testar jogadores, sistemas e situações que realmente possam ser encontradas diante de seleções de alto nível.

Em novembro, o Brasil terá pela frente Japão e Singapura. Resta saber se os próximos compromissos representarão um desafio maior e contribuirão, de fato, para a preparação da Seleção.

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