
Fluminense chega à Argentina com urgência: após o 0 a 0 no Maracanã contra o Independiente Rivadavia, o Tricolor precisa vencer fora de casa — ou, na pior hipótese, empatar para levar a decisão aos pênaltis — numa temporada continental marcada por dificuldades longe do Rio e uma sequência sem vitórias desde abril.
Fluminense encara Independiente Rivadavia com missão clara na Copa Libertadores
Fluminense viaja à Argentina pressionado por resultados e pela necessidade de quebrar um jejum fora de casa na Libertadores. O 0 a 0 no jogo de ida, no Maracanã, deixa tudo em aberto, mas impõe ao Tricolor a obrigação de buscar uma vitória para garantir a vaga no mata-mata sem depender de pênaltis.
Contexto da campanha
A campanha do Flu na competição foi irregular. O time não venceu nos quatro primeiros jogos da fase de grupos e só garantiu classificação tardiamente. Fora do Rio, as dificuldades foram evidentes: empate sem gols na Venezuela contra o Deportivo La Guaira, derrota em La Paz para o Bolívar — afetada pela altitude e por um período de superioridade numérica do adversário — e um empate arrancado contra o próprio Independiente Rivadavia, com gol decisivo de John Kennedy nos acréscimos.
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Por que este jogo importa
Depois do 0 a 0 no Maracanã, qualquer vitória fora de casa assegura a passagem; um empate leva a decisão para os pênaltis. Além do aspecto imediato da classificação, o resultado expõe a consistência do time em jogos internacionais — um problema que vem se arrastando desde a última vitória, registrada contra o Santos em abril.
Aspectos táticos e ajustes esperados
A necessidade de vencer fora exige uma leitura tática mais pragmática: equilíbrio entre compactação defensiva e transições rápidas. Fluminense não pode depender apenas de uma atuação reativa; precisa criar jogadas com profundidade e aumentar a eficiência na finalização.

Defesa e transição
A solidez defensiva passa por evitar lapsos de concentração nos momentos iniciais e controlar as variações de ritmo impostas pelo adversário argentino. Nas transições, forçar infiltrações pelos flancos e a presença de Cano ou atacantes móveis na área será crucial para capitalizar nos poucos espaços.
Meio-campo e criatividade
O meio-campo terá de produzir ligação rápida entre setores e oferecer alternativas de jogo pela direita e esquerda. Criatividade sem expor o time contra transições do Independiente Rivadavia é um ponto chave que a comissão técnica precisa resolver.
Jogadores para observar
John Kennedy surge como peça emocional e decisiva, já tendo marcado gol importante contra o rival. Gol e participação de Cano continuam sendo referências ofensivas; se funcionarem como finalizadores e pivôs, aumentam as chances de sucesso. A atuação do setor defensivo e do goleiro também será determinante para segurar eventuais ataques argentinos.
O que pode acontecer a seguir
Uma vitória em Mendoza encerra dúvidas e segue o Flu no torneio com confiança. Um empate empurra a definição para os pênaltis, testando frieza e preparo psicológico. A eliminação, por sua vez, deixaria perguntas sobre ajustes necessários no time quando o calendário exigir partidas decisivas fora de casa.
Conclusão
O jogo contra o Independiente Rivadavia é um termômetro da capacidade do Fluminense de reagir sob pressão e reverter um cenário adverso fora do Rio. Mais do que passar de fase, o confronto aponta o quanto o clube evoluiu (ou precisa evoluir) para ser competitivo consistentemente na América.
Cnn Brasil



