
Rafinha confirmou que Dorival Júnior segue como técnico do São Paulo após a eliminação para o Boca Juniors na Copa Sul-Americana, destacando confiança no trabalho do treinador (contrato até 2026) e defendendo a atuação do presidente Harry Massis. O dirigente admitiu a grave situação financeira do clube e afirmou que a diretoria trabalha unida para estabilizar as contas e apoiar o elenco nas próximas etapas da temporada.
Dorival permanece no comando apesar da eliminação para o Boca Juniors
Após a derrota que selou a saída do São Paulo na Copa Sul-Americana, a diretoria optou pela manutenção de Dorival Júnior. Rafinha, diretor-executivo do clube, deixou claro que a saída do treinador não está em pauta: "Não pensamos nisso agora. Dorival está fazendo o trabalho dele. É a terceira passagem dele no São Paulo, sempre entrega 100%."
Por que a decisão faz sentido agora
A manutenção de Dorival privilegia continuidade em vez de reação imediata. Com contrato até o final de 2026, o técnico tem margem para ajustar o elenco e retomar resultados. A diretoria aposta na experiência e no histórico do treinador para recuperar o ânimo do vestiário e estabilizar o rendimento nas competições nacionais.

Diretoria e presidente: defesa pública e reconhecimento das dificuldades
Rafinha também saiu em defesa do presidente Harry Massis, que assumiu em meio a um processo de transição executiva. O diretor reconheceu publicamente as cobranças, mas ressaltou que o presidente vem arcando com despesas herdadas de gestões passadas: "Não estou protegendo, mas o presidente está pagando algumas contas que não são dele, que vieram de muitos anos."
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O custo das finanças no planejamento esportivo
A admissão de problemas financeiros deixa claro por que o São Paulo tem limitado poder de mercado. Rafinha afirmou: "Sei das dificuldades que o clube atravessa. Não é fácil fazer futebol com essa condição financeira por trás. Tem que trazer jogadores... Tentei fazer da melhor forma nessa janela com o departamento de futebol." Em termos práticos, isso reduz opções para reforços imediatos e força a confiança em atletas já no elenco ou na base.
Impacto esportivo: curto prazo e cenário para o restante da temporada
Manter Dorival pode trazer dois efeitos simultâneos: estabilidade tática e maior curto-prazo para ajustes internos. Se o treinador conseguir recuperar padrão defensivo e rendimento ofensivo, o São Paulo tem caminho para se reerguer em competições domésticas. Se a performance seguir irregular, a paciência da torcida e do conselho pode diminuir, elevando a pressão sobre a diretoria.
O que vem a seguir
A prioridade imediata é levantar o ânimo dos jogadores e otimizar o que há de disponível no elenco. A diretoria precisa transformar a defesa pública em ações concretas: reforço financeiro, planejamento de mercado realista e apoio ao trabalho do departamento de futebol. O sucesso dessa estratégia dependerá da capacidade do clube de balancear contenção de despesas e decisões esportivas coerentes.
Análise final: estabilidade com limites
A escolha por manter Dorival Júnior demonstra que o São Paulo privilegia estabilidade após um revés continental. É uma decisão defendível no curto prazo, sobretudo diante de um cenário financeiro apertado. Porém, estabilidade não substitui resultados. A diretoria tem responsabilidade de traduzir confiança em condições de trabalho melhores e, ao mesmo tempo, Dorival precisa entregar sinais claros de evolução tática e competitiva para justificar a confiança de forma sustentada.
Cnn Brasil



