
Rogério Ceni criticou com firmeza o gramado da Arena Fonte Nova após o empate sem gols com o Vasco, apontando que a condição do campo comprometeu a construção de jogo do Bahia e destacando que a falta de propriedade do estádio dificulta a manutenção adequada.
Rogério Ceni detona o gramado da Arena Fonte Nova após empate com o Vasco
Bahia e Vasco ficaram no 0 a 0 na Arena Fonte Nova, em Salvador, e o técnico Rogério Ceni não poupou críticas ao estado do gramado. Para o comandante tricolor, a qualidade do piso comprometeu a performance da equipe e a fluidez das jogadas no Campeonato Brasileiro.
As declarações de Ceni
“O campo do CT Evaristo de Macedo está bem melhor do que esse. É uma vergonha jogar em um gramado como esse. Um estádio tão bonito quanto esse ter um gramado desse é uma vergonha”, disse Ceni, acrescentando que a situação é agravada pelo fato de o clube não ser proprietário do estádio. “Às vezes você quer ficar em harmonia e não consegue cobrar o necessário para ter o mínimo de qualidade no jogo, e que influencia na hora da construção.”

Como o gramado afetou o desempenho do Bahia
O piso irregular reduziu a velocidade de passes e dificultou a transição, obrigando o Bahia a jogar mais direto. Jogadores técnicos sofreram para controlar a bola e articular jogadas curtas, prejudicando especialmente a circulação e as trocas de posição que Ceni costuma exigir.
Impacto tático
Um gramado ruim força ajustes táticos: menos triangulações, mais passes longos e maior risco de lesões por escorregões ou quicadas imprevisíveis. Para um time que busca retomar consistência no Brasileirão, isso significa perder ferramentas essenciais de construção ofensiva.
Situação do Bahia no Brasileirão
O Bahia mantém invencibilidade desde o retorno pós-pausa da Copa do Mundo, mas já acumula quatro empates consecutivos no Campeonato Brasileiro, caindo para a sexta posição — fora da zona de classificação para a Libertadores. O próximo desafio é a Chapecoense, domingo (16), às 11h.
Por que os empates preocupam
Empatar frequentemente preserva a invencibilidade, mas reduz a margem de progressão na tabela. Sem vitórias, o time corre o risco de estagnar em relação aos concorrentes diretos por vagas continentais. A partida contra a Chapecoense será uma janela clara para retomar o ritmo de triunfos.
Responsabilidade sobre o estádio e soluções práticas
A reclamação de Ceni ressalta um problema estrutural: quando o clube não controla o estádio, a prioridade e os investimentos em manutenção podem não acompanhar as necessidades esportivas. A solução exige diálogo entre clube, administração do estádio e prefeitura/gestores, com calendário de manutenção e possíveis intervenções técnicas.
O que vem a seguir
Além da busca por um resultado concreto contra a Chapecoense, o Bahia precisa cobrar ações objetivas sobre o gramado. Se a manutenção permanecer inadequada, a equipe repetirá limitações técnicas em jogos futuros — e a comissão técnica terá de adaptar estratégias para minimizar o prejuízo até que o problema seja resolvido.
Cnn Brasil



