
Remo estreia na Copa Norte com uma formação inédita e delegação enxuta: apenas dois titulares do último jogo (Jaderson e Gabriel Poveda) e cinco atletas sub-20 entre 17 relacionados. Técnico Léo Condé ficou em Belém, com o auxiliar Felipe Surian comandando a viagem; a competição é tratada como secundária diante da prioridade na Série A.
Remo entra na Copa Norte com time alternativo e metas claras
Remo chega a Porto Velho com uma equipe nitidamente alternativa, preservando peças para a maratona do Campeonato Brasileiro. Apenas Jaderson e Gabriel Poveda reaparecem entre os que jogaram na goleada sobre o Bahia. A delegação tem 17 nomes e inclui cinco jogadores do sub-20, reforçando a ideia de uso de elenco e testes práticos.

Técnico ausente, comando delegado
Léo Condé não viajou a Rondônia; o auxiliar Felipe Surian assume a responsabilidade de montar a equipe. Essa escolha deixa claro que a prioridade do clube está em manter o foco na Série A, utilizando a Copa Norte para dar ritmo e rodagem a quem tem menos minutos.
Gabriel Poveda: a referência ofensiva
Gabriel Poveda deve começar como referência no ataque. Mesmo com a competição vista como secundária, Poveda deixou claro que a mentalidade do grupo é competir para vencer. Sua presença muda o perfil do time: traz experiência e faro de gol a um conjunto que pode ser juvenil e inexperiente.
O que o time pode mostrar em campo
A expectativa é por um Remo mais direto, com transições rápidas e aposta em duelos individuais. Os jovens terão oportunidade para se destacar, enquanto a retaguarda deve priorizar organização em vez de domínio de posse. Este jogo será um termômetro para avaliar garotos do sub-20 em contexto competitivo.
Porto Velho: rival motivado e histórico recente
Do lado do Porto Velho, há frustração pela eliminação no Campeonato Rondoniense, mas também motivação para responder em casa. A Locomotiva Tricolor tem memória positiva contra o Remo: em 2024 venceu o duelo entre os clubes pela Copa do Brasil jogando em Porto Velho. Expectativa local será por um time intenso e pressionando desde o início.
Contexto esportivo e calendários
A derrota no estadual deixou o Porto Velho sem calendário nacional para o ano seguinte, a não ser que alcance a Série D via torneios regulares. Isso aumenta a urgência do clube em aproveitar competições regionais para manter relevância e dar vitrine a seus atletas.
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Por que esta partida importa — e o que vem depois
Para o Remo, a partida é utilitária: protege titulares e testa alternativas, sem comprometer a prioridade do elenco principal. Para jogadores jovens, é chance de ganhar minutos e reivindicar vaga no time que enfrentará adversários mais fortes na Série A. Para o Porto Velho, é oportunidade de mostrar força diante da torcida e recuperar confiança.
Pontos a observar durante o jogo
Tática de Surian: como o auxiliar vai equilibrar juventude e competitividade; A atuação de Poveda: se confirma liderança ofensiva e aproveitamento das chances; Desempenho dos sub-20: capacidade de adaptação ao ritmo de jogo profissional; Pressão do mando de campo: se Porto Velho transforma suporte local em vantagem tática.
Remo volta em seguida ao calendário nacional e precisa manter o crescimento mostrado nas últimas partidas para encarar adversários de mais peso. A Copa Norte será um palco para ajustes práticos — e, se houver sucesso, um impulso moral sem comprometer a ambição na elite do futebol brasileiro.
Diário Do Pará



