
Remo perdeu por 2 a 1 para o Athletico no Mangueirão e o técnico Léo Condé assumiu que a equipe caiu muito de rendimento após a expulsão de Jajá, apontando passividade e falta de movimentação como razões principais. Resultado expõe fragilidades táticas e exige ajustes rápidos na briga do clube na Série A.
Remo 1 x 2 Athletico — o que aconteceu e por que importa
Remo dominou apenas os primeiros 15–20 minutos, depois permitiu que o Athletico assumisse o controle e ditasse o ritmo. A expulsão de Jajá mudou o planejamento e deixou o time azulino sem alternativas claras para reagir. Para Léo Condé, a combinação de recuo excessivo e falta de movimentação ofensiva foi determinante para a derrota no Mangueirão.
O que deu errado
Condé apontou falhas tanto coletivas quanto individuais: linhas recuadas que aumentaram os espaços, marcação inconsistentes e uma postura passiva ao recuperar a bola. Em vez de atender à bola com opções e deslocamentos, o Remo esperou que as jogadas se resolvessem sozinhas — e isso não funciona contra equipes organizadas da Série A.
A expulsão de Jajá e o impacto tático
A saída de Jajá obrigou o treinador a repensar substituições e sistema em campo. Com um jogador a menos, o Remo perdeu capacidade de pressão alta e de manter compactação, permitindo que o Athletico encontrasse linhas de passe e virasse o jogo. Condé deixou claro que a intenção era ir ao intervalo com o resultado equilibrado para ajustar, mas a expulsão inviabilizou esse plano.
Análise técnica: posicionamento, transições e movimentação
Remo foi penalizado nas transições defensivas e na construção de jogo. Quando recuperava a posse, o time não oferecia linhas de passe nem ocupava espaços úteis, reduzindo opções para o portador. Do ponto de vista defensivo, a equipe falhou em reduzir a distância entre setores, facilitando penetrações do Athletico. Essas lacunas revelam necessidade de maior clareza tática e preparo para cenários adversos.
Súmula revela motivo das expulsões em Remo x Athletico; confira
O que isso diz sobre o projeto do time
A derrota expõe limites de profundidade do elenco e ajustes que o treinador ainda precisa impor. A dificuldade em reagir a situações de inferioridade numérica acende a necessidade de alternativas táticas no banco e mais dinamismo no meio-campo. Se nada mudar, jogos de alto nível na Série A tendem a expor essas fragilidades.
O que pode mudar a curto prazo
Léo Condé deve trabalhar movimentos sem bola, orientação para quando recuperar a posse e opções de transição rápida. Treinos voltados para compactação entre linhas e maior agressividade ao recuperar a bola serão cruciais. Em jogo, adotar marcação por setores mais curta ou reforçar o meio-campo pode minimizar a perda de controle quando houver desfalques por cartão.
Próximos passos e implicações
A derrota é um alerta: o Remo precisa ajustar postura e repertório tático para sobreviver à exigência da Série A. Rápidas correções de comportamento coletivo e gerenciamento de partidas serão determinantes para evitar que resultados como este se repitam. O clube tem pouco tempo para transformar diagnóstico em desempenho efetivo.
Diário Do Pará



