
Remo teve a vitória nas mãos contra o Atlético-MG no Mangueirão, abrindo cedo com Jajá, recuando excessivamente e permitindo a virada com gols de Reinier e Bernard; mudanças deram fôlego e Taliari empatou, mas o Leão quase venceu nos acréscimos. O empate expõe falta de consistência tática do Remo e aponta desafios de concentração e agressividade para manter vantagem em jogos grandes.
Remo 2–2 Atlético-MG — panorama do jogo na 22ª rodada do Campeonato Brasileiro
Remo e Atlético-MG fizeram um jogo de oscilações claras no Mangueirão: o Leão abriu o placar cedo, recuou e quase pagou caro pela postura defensiva. O Galo reagiu com mais dinamismo entrelinhas, virou com Reinier e Bernard, mas o Remo reagiu e empatou com Taliari. No final, o empate pareceu castigar e ao mesmo tempo premiar as duas equipes por motivos diferentes.
Pikachu cobra reação do Remo: 'Deixamos escapar dois pontos' no reencontro com o Galo
Primeiro tempo: pressão alta do Remo e vantagem precoce
Logo aos 2 minutos, Jajá aproveitou espaço na defesa rival e marcou de fora da área, surpreendendo o Atlético. A estratégia de marcação alta do Remo funcionou inicialmente, forçando erros da zaga adversária. Porém, a equipe de Léo Condé recuou demais após o gol, reduzindo sua agressividade e cedendo iniciativa.
Reação do Atlético: Minda abre caminhos, Reinier e Bernard decidem
A partir dos 20 minutos o Atlético cresceu. Minda e Reinier passaram a infiltrar-se entre as linhas do Remo, criando superioridade. Aos 34, Preciado cruzou para Reinier cabecear e empatar; quatro minutos depois, Minda abriu pela direita e Bernard concluiu para virar. A movimentação dos volantes e laterais do Galo desmontou o sistema defensivo azulino.
Mudanças do Remo e o empate de Taliari
Léo Condé repôs sangue com Alef Manga e Deivid Braga, reposicionou Pikachu e ganhou maior presença ofensiva. Vítor Bueno entrou próximo a Taliari e, em lançamento, o atacante driblou o goleiro Everson e tocou rasteiro para empatar aos 29 do segundo tempo. A reação demonstrou caráter e ajustes táticos acertados, mas não eliminou o problema inicial de controle do jogo.

Final dramático: chances perdidas, arbitragem e VAR em foco
Nos minutos finais o Remo pressionou e quase venceu, com Alef Manga desperdiçando chance aos 48. O jogo foi muito picado por interrupções, o que quebrou ritmos e favoreceu o time mais conservador do Atlético em determinados momentos. O VAR voltou a gerar polêmica: um lance com Yago Pikachu no primeiro tempo não foi revisado; já na segunda etapa uma disputa entre Marllon e Pascini levou o árbitro a checar o monitor e manter o jogo. Essas inconsistências influíram no sentimento de injustiça do Remo.
O que este empate significa para o Remo
O ponto conquistado traduz dois sinais contraditórios: alívio por evitar derrota diante de um adversário tecnicamente superior, e frustração por ter desperdiçado uma vantagem construída na ansiedade de quem abre cedo e não sabe administrar. Para seguir competitivo no Campeonato Brasileiro, o Remo precisa alinhar agressividade e gestão de tempo de jogo — manter pressão sem se fechar será determinante nos próximos compromissos.
Paysandu: pressão por vitória na Série C
A rodada da Série C complicou a situação do Paysandu, que caiu para o 9º lugar com 23 pontos. O Papão recebe o lanterna Confiança-SE na Curuzu e precisa vencer para voltar ao G8. Expectativa por mudanças: Luciano Taboca deve ocupar a lateral-esquerda e Kleiton Pego pode voltar ao time. O meio-campo volta a ser peça-chave com Marcinho, Caio Mello e Pedro Henrique confirmados, e o principal desafio será recuperar o futebol competitivo do início da temporada.
Conclusões e próximos passos
Remo mostrou fibra e capacidade de reação, mas escancarou problemas de controle emocional e tático após abrir o placar. Atlético-MG provou eficiência ofensiva quando equilibrou as linhas. Para ambos, a leitura é clara: o futebol de alto nível pune indisciplinas posicionais e falhas de concentração. Nos próximos jogos, o Leão precisa transformar empolgação em consistência; o Galo deve ajustar começo de partida para não depender apenas de retomadas.
Diário Do Pará



