
Rony será o centroavante do Santos contra o Botafogo nesta quinta (16), substituindo Gabigol, suspenso; a escolha pressiona o atacante em jejum de 21 jogos sem gol e revela a aposta da comissão técnica na adaptação do camisa 11 ao papel de referência no ataque.
Rony assume a referência no ataque do Santos contra o Botafogo
Com Gabigol suspenso após expulsão por gesto obsceno contra o Vitória, o técnico do Santos escalou Rony como centroavante para o jogo contra o Botafogo, quinta (16), 19h30, pela 19ª rodada do Brasileirão.A decisão mira manter agressividade ofensiva, mas recai sobre um jogador em clara necessidade de recuperar confiança.
Contexto imediato: suspensão de Gabigol e oportunidade para Rony
Gabigol cumpre suspensão e abre vaga no comando do ataque.Entre as opções, Rony foi escolhido por já ter sido trabalhado na função em amistosos e jogo-treino, o que facilita a transição tática em curto prazo.Para o Santos, é uma solução interna que preserva características ofensivas do time, mas traz risco diante do momento instável do atacante.
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Jejum e números: a realidade incômoda
Rony não marca há 21 jogos — quase cinco meses desde o último gol, em 8 de fevereiro, contra o Noroeste, pelo Paulistão. Pelo Santos em 2025 são 23 partidas, com apenas 1 gol e 1 assistência, distribuídos entre Paulistão (4), Brasileirão (14), Sul-Americana (4) e Copa do Brasil (1).Contratado por cerca de 3 milhões de euros, o atacante ainda não deslanchou com a camisa alvinegra.
Por que a comissão técnica aposta em Rony como centroavante
Rony reúne experiências que justificam a aposta: mobilidade, jogo de costas para o gol e histórico recente como referência no ataque em testes práticos.No amistoso contra o União São João e no jogo-treino com o Osasco Sporting ele atuou centralizado, o que já dá trabalho de campo para ajustar movimentações e entrosamento com os atacantes ao seu redor.A escolha também mostra preferência por um perfil que possa segurar a bola e envolver extremos, mantendo pressão alta.

Interpretação tática
Substituir Gabigol por Rony não é apenas trocar nomes, é alterar dinâmica: Rony tende a buscar mais condução e ligações laterais, enquanto Gabigol é mais finalizador e infiltração.Isso pode levar o Santos a criar mais situações coletivas, com laterais e meias resolvendo o último passe, ou expor o time se o centroavante não conseguir segurar a bola sob pressão.
O que isso significa para o Santos no Brasileirão
A curto prazo, o time preserva a ambição ofensiva sem improvisar peças completamente diferentes; a médio prazo, o desempenho de Rony poderá determinar se o Santos mantém essa solução ou precisa recalibrar o setor ofensivo.Se Rony reencontrar o gol, a equipe ganha versatilidade; se o jejum continuar, a pressão sobre comissão técnica e elenco aumenta, forçando mudanças táticas ou oportunidades para outras peças.
Trajetória de Rony: experiência e cobrança
Aos 31 anos, Ronielson da Silva Barbosa tem percurso amplo: Remo, Cruzeiro, empréstimo ao Náutico, passagem pelo Japão (Albirex Niigata), Athletico-PR e o período mais produtivo no Palmeiras (2020–2024), com 70 gols em 284 partidas e 36 assistências.Em 2025 passou pelo Atlético-MG antes de chegar ao Santos e também estreou pela Seleção Brasileira em 2023.
O que precisa mudar
Rony precisa de mais presença na área, qualidade nas finalizações e reaprender a converter chances.Parte do trabalho é mental—recuperar confiança—e parte é coletivo: ajustamentos nos passes de penetração e no suporte das pontas.O sucesso neste jogo contra o Botafogo será menos sobre um lampejo e mais sobre sinais de consistência.
Conclusão: aposta de risco calculado
A escolha por Rony é uma solução lógica e defensável pela comissão técnica, mas carrega risco pelo histórico recente.Para o Santos é momento decisivo: transformar uma ausência forçada em oportunidade real ou ver o problema ofensivo se prolongar.Quem ganha ou perde o duelo com o Botafogo pode influenciar a linha de raciocínio do clube nas próximas rodadas.
Diário Do Pará



