
Árbitro perdido e VAR protagonista: em Belém, Rodrigo José Pereira de Lima e a cabine do VAR decidiram a derrota do Remo para o Athletico Paranaense (2–1), com expulsão, pênalti anulado e gols revisados que esvaziaram o jogo.
Remo 1–2 Athletico Paranaense — VAR domina e jogo se perde em Belém
O duelo em Belém terminou 2 a 1 para o Athletico Paranaense, mas a narrativa principal foi a atuação da arbitragem e do VAR. Decisões revertidas, revisões intermináveis e falhas de condução em campo transformaram a partida num espetáculo truncado, em que a tecnologia passou de ferramenta corretiva a protagonista indesejada.
O que aconteceu em campo
Expulsão aplicada em lance contestado deixou jogadores e comissão técnica do Remo visivelmente revoltados. Pênalti inicialmente marcado foi depois anulado após revisão do VAR, gerando confusão e perda de ritmo. Gols foram revisados e anulados em momentos-chave, prolongando as paralisações e afetando o andamento do confronto. As intervenções vieram da cabine composta por José Claudio Rocha Filho, Herman Brumel Vani e Alexandre Vargas Tavares de Jesus, com a presença de Alicio Pena Júnior como observador de VAR.
Impacto imediato no resultado
As repetidas checagens e mudanças de decisão alteraram o fluxo emocional e tático do Remo, que precisou lidar com interrupções constantes em um momento em que tentava reagir. O Athletico aproveitou as oportunidades efetivas e saiu com os três pontos, mas o saldo foi um jogo decidido mais pela sala de vídeo que pela dinâmica dos 90 minutos.
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Contexto e histórico do árbitro
Rodrigo José Pereira de Lima já vinha na mira de críticas após partidas polêmicas, inclusive um duelo em março que gerou forte reação de torcedores e profissionais. Essa sequência amplia a percepção de inconsistência em sua condução e levanta questões sobre preparo e comando em jogos de alta pressão.
O que isso significa para o Campeonato Brasileiro
Quando o VAR funciona como deveria, corrige erros claros; quando passa a conduzir decisões, corrói a fluidez e a credibilidade das partidas. O episódio em Belém reforça a necessidade de protocolos mais claros sobre intervenção, responsabilidade decisória do árbitro de campo e transparência nas comunicações entre cabine e gramado.
Possíveis desdobramentos
É plausível esperar análises da comissão de arbitragem e a revisão de imagens pelo tribunal competente. Clubes afetados podem exigir explicações formais e a federação tem embasamento para reforçar treinamentos ou ajustar procedimentos do VAR. A bola agora segue para as instâncias institucionais que precisam restaurar confiança no processo.
Conclusão
O jogo entre Remo e Athletico Paranaense ficará marcado menos pelo talento em campo e mais pelas hesitações da arbitragem e pelo protagonismo excessivo do VAR. Se o objetivo é justiça, o desafio é garantir que a tecnologia sirva ao jogo — não o substitua.
Diário Do Pará



