
Abel Ferreira foi suspenso por oito partidas pelo STJD, tendo já cumprido duas, e o Palmeiras recorrerá ao Pleno pedindo efeito suspensivo. A punição, resultante de expulsões contra Fluminense e São Paulo no Campeonato Brasileiro, afasta o treinador do clássico contra o Corinthians a menos que o recurso seja deferido.
Abel Ferreira suspenso pelo STJD: o que foi decidido
O Superior Tribunal de Justiça Desportiva aplicou a Abel Ferreira uma suspensão total de oito partidas, fruto de dois processos disciplinares originados por expulsões recentes no Campeonato Brasileiro. Dessas oito partidas, duas já foram cumpridas de forma automática após os cartões vermelhos, restando seis a serem cumpridas caso o Pleno mantenha a decisão.
Detalhes das expulsões que motivaram a punição
Na vitória por 2 a 1 sobre o Fluminense, na Arena Crefisa, o técnico foi expulso por atitudes contra a assistente Fernanda Gomes Antunes e o quarto árbitro Luis Tisne, descritas na súmula como gestos ríspidos, palmas irônicas e ofensas verbais. Essa ocorrência resultou em dois jogos de suspensão. No triunfo por 1 a 0 sobre o São Paulo, no Morumbi, Abel recebeu vermelho após confronto com o árbitro Anderson Daronco; a súmula relata que o treinador o teria chamado de “cagão” e chutado a bola que estava em suporte da CBF ao deixar o campo. Esse episódio acarretou seis partidas de punição.
Abel Ferreira leva punição pesada do STJD com ajuda de dublagem
Impacto imediato para o Palmeiras
Com a decisão, Abel está fora do clássico contra o Corinthians, marcado para 12/04 na Neo Química Arena, salvo concessão de efeito suspensivo pelo STJD. A ausência do treinador no banco altera não só a dinâmica do comando em jogo, mas também o manejo de ajustes táticos durante partidas de alta intensidade. Além do clássico, o calendário imediato traz jogos importantes: Sporting Cristal pela Libertadores (16/04) e Athletico-PR pelo Brasileiro (19/04), competições em que a presença de Abel costuma influenciar rotinas e decisões de escalação.
Quem assume e como o time pode reagir
Na ausência de Abel, caberá à comissão técnica e aos auxiliares comandar o time. Isso costuma reduzir a autoridade centralizada no banco e exigir maior preparo dos subordinados para leituras de jogo e trocas táticas. Do ponto de vista coletivo, o Palmeiras precisa manter disciplina e foco — a equipe já mostrou capacidade de adaptar-se a contratempos, mas decisões pontuais em jogos-tipo clássico poderão sofrer sem o direcionamento direto do treinador.
Análise: por que a punição importa e o que pode mudar
A suspensão evidencia a tensão entre comportamento de treinadores e rigor disciplinar dos órgãos reguladores. Para Abel, trata-se de um duro golpe à imagem pública e ao controle emocional em partidas de alta pressão; para o clube, é um custo competitivo imediato. Se o Pleno conceder efeito suspensivo, Abel poderá retornar ao banco até novo julgamento, minimizando impacto esportivo de curto prazo. Se mantida, a punição abre espaço para debate sobre proporcionalidade e controle dos excessos na beira do gramado, além de testar a capacidade do Palmeiras de operar sem sua liderança mais visível.
Próximos passos e cronologia
O Palmeiras anunciou que recorrerá ao Pleno do STJD e pedirá efeito suspensivo. O julgamento em instância superior definirá se Abel volta a dirigir a equipe enquanto a punição é reavaliada. Até a decisão do Pleno, a preparação para o clássico e os compromissos seguintes seguirá com a comissão técnica em preparação intensiva para mitigar o impacto da ausência do treinador.
Espn



