
Patrick, hoje no Remo, cobra o Internacional na Justiça do RS por descumprimento de acordo sobre direitos de imagem, gerando uma demanda de R$ 1.493.811,46. O clube não pagou parcelas firmadas após acordo; advogados pediram bloqueio de ativos. O Inter reconhece a dívida e diz buscar novo entendimento, mas o impasse aumenta pressão financeira e judicial às vésperas de partidas importantes do Brasileirão.
Internacional enfrenta cobrança de R$ 1,49 milhão por ex-meia Patrick
O meia Patrick, atualmente no Remo, acionou o Internacional no Rio Grande do Sul para execução de uma dívida ligada a direitos de imagem. A nova cobrança totalizou R$ 1.493.811,46 após multa e honorários advocatícios, e veio depois de um acordo que o clube não cumpriu.
Valor, parcelas e cláusulas que complicam o Inter
O acordo firmado entre as partes previa pagamento de R$ 1.351.720,09 — sendo R$ 1.126.799,63 relativos ao principal, custas e encargos, e R$ 224.920,46 a título de honorários advocatícios. O calendário estabelecia sete parcelas: a primeira, de R$ 55.720,09, vencida em agosto; as demais, de aproximadamente R$ 216.000 cada. O clube não pagou nem a primeira parcela nem apresentou comprovante ou justificativa, segundo a defesa do jogador. O ajuste incluía ainda multa de 10% sobre o saldo devedor e previsão de honorários de 20% caso fosse necessário distribuir cumprimento de sentença — motivos que elevaram a cobrança ao total exato de R$ 1.493.811,46. Em razão da inadimplência, os advogados de Patrick pediram o bloqueio de ativos do Internacional.
Cronologia: do Inter à Justiça
Patrick atuou pelo Internacional em 199 partidas entre 2018 e 2021 e ficou com valores pendentes relativos a direitos de imagem. Houve um acordo anterior em julho de 2022 que não foi integralmente cumprido pelo clube, o que levou o jogador a procurar a Justiça em 2023. Após vitória da defesa de Patrick em instância recente, as partes renegociaram em julho um pagamento que acabou não sendo honrado pelo Inter.
Relevância do caso: por que isso importa
Ações dessa natureza expõem duas fragilidades do clube: gestão de obrigações trabalhistas/contratuais e custo reputacional. Para um clube do porte do Internacional, o não pagamento de parcelas acordadas dá margem a execuções judiciais que podem resultar em bloqueios financeiros — algo que complica caixa e limita movimentações, especialmente em janelas de mercado ou diante de necessidades operacionais. Além do impacto financeiro direto, o episódio é sinal de desgaste administrativo que rivais e torcedores percebem com facilidade. Internamente, a prioridade provável do clube será tentar um novo acordo para evitar medidas mais drásticas, mas a pressão jurídica já está instalada.
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Análise tática e institucional
Do ponto de vista jurídico, a estratégia do representante de Patrick — Robalinho Alves Advogados, do empresário Marcelo Robalinho — foi escalonar a cobrança até assegurar um título executivo e pleitear bloqueio de ativos caso o Inter atrasasse. Para o clube, negociar rapidamente reduz custos adicionais (multas e honorários) e evita constrangimentos públicos. No aspecto esportivo, distrações administrativas não costumam ser benignas em momentos de calendário apertado; nada indica interferência direta no elenco, mas acúmulo de passivos e litígios pode reduzir margem de manobra em contratações e renovações.
O que pode acontecer a seguir
Bloqueio de ativos é uma medida preventiva que busca garantir recursos para quitação do débito. O cenário mais provável é tentativa de novo acordo entre clube e atleta para parcelamento ou quitação imediata de parte do montante, visando evitar execução patrimonial. Caso o Inter mantenha a postura de não pagamento, o processo tende a avançar para medidas constritivas. É importante acompanhar prazos processuais e eventuais manifestações do clube — a negociação continuará sendo caminho mais eficiente para ambas as partes.
Próximos compromissos do Internacional
Corinthians (C) - 07/10, 19h30 (Brasília) - Campeonato Brasileiro Grêmio (F) - 11/10, 17h30 (Brasília) - Campeonato Brasileiro Mirassol (F) - 18/10, horário a definir - Campeonato Brasileiro
Conclusão
O caso Patrick evidencia que acordos extrajudiciais mal honrados transmutam rapidamente em custo financeiro e risco institucional. O Inter precisa resolver o impasse com celeridade para minimizar efeitos jurídicos e proteger o foco esportivo em jogos que terão grande atenção da torcida.
Espn



