
Rabiot detonou a postura da França no primeiro tempo da disputa pelo terceiro lugar contra a Inglaterra, em Miami, após a seleção ir para o intervalo perdendo por 4 a 0 e perder por 6 a 4. O volante, um dos mais experientes, classificou comportamentos como "inadmissíveis", celebrou a reação no segundo tempo e deixou em evidência uma questão de atitude que incomoda após a eliminação para a Espanha na semifinal.
Rabiot explode contra o primeiro tempo da França
Rabiot não poupou palavras sobre a atuação da França no primeiro tempo contra a Inglaterra. "Começamos de maneira bastante vergonhosa nesse primeiro tempo. Vi comportamentos de alguns jogadores que nunca tinha visto até hoje", disse o volante, ressaltando frustração por um jogo que deveria encerrar a campanha da seleção com dignidade. Ele também afirmou que o time conversou no intervalo e voltou com mais orgulho no segundo tempo.

Do 4 a 0 ao 6 a 4: como o jogo se desenrolou
A França foi ao intervalo em desvantagem por 4 a 0 e acabou superada por 6 a 4 em Miami. Apesar da virada parcial de atitude na etapa final, a reação foi insuficiente para recuperar um primeiro tempo desastroso. A derrota confirmou o nó que a equipe viveu após ser eliminada pela Espanha na semifinal da Copa do Mundo.
Deschamps também criticou a postura, sem expor nomes
O técnico Didier Deschamps já havia apontado problemas no primeiro tempo, evitando, no entanto, nomear jogadores. Essa reticência mantém a responsabilidade coletiva no centro do debate, mas não apaga a necessidade de respostas concretas sobre disciplina e foco dentro do elenco.
Por que isso importa para a França
Essa exibição levanta dúvidas sobre mentalidade e liderança em um elenco que era favorito ao título. Uma queda tão acentuada em 45 minutos revela falhas de leitura tática, controle emocional e possivelmente comprometimento — pontos que incomodam mais quando vêm de atletas experientes. A melhora no segundo tempo mostra que talento e caráter ainda existem, mas não bastam sem consistência.
Mbappé abriria mão do recorde de 22 gols para disputar a final da Copa
Impacto no futuro do grupo e de Deschamps
A contestação pública de um líder de vestiário como Rabiot aumenta a pressão sobre plantel e comissão técnica. É plausível esperar uma apuração interna e cobranças mais diretas, sob pena de repetir lapsos em competições futuras. Para Deschamps, a questão é clara: gerir vaidades e recuperar uma postura coletiva será tão urgente quanto redefinir escolhas táticas.
O que observar daqui em diante
Nos próximos jogos e decisões de convocação, vale acompanhar: - Como a seleção responde em testes de intensidade e concentração. - Se líderes do grupo assumem responsabilidade e padronizam comportamento. - Quais medidas a comissão técnica adota para prevenir colapsos semelhantes.
A derrota em Miami não é só um resultado isolado; é um espelho do que precisa mudar se a França pretende voltar a ser referência consistente em torneios internacionais.
Espn



