
Brasil sofreu, mas avançou: Martinelli salvou a seleção aos 50' do segundo tempo no 2 a 1 sobre o Japão, garantindo vaga nas oitavas da Copa do Mundo. A vitória trouxe alívio e preocupação ao mesmo tempo — Lucas Paquetá saiu com dores e será reavaliado em Morristown — forçando Carlo Ancelotti a revisar opções e gerenciamento físico antes do mata‑mata.
Brasil supera Japão por 2 a 1 e evita eliminação precoce
Brasil sofreu até o fim, mas venceu o Japão por 2 a 1 graças a um gol decisivo de Gabriel Martinelli já nos acréscimos. A partida expôs fragilidades na construção ofensiva e na proteção ao setor de meio-campo, mas carimbou a classificação para as oitavas de final da Copa do Mundo.
Endrick entrou substituindo Lucas Paquetá e teve atuação discreta, com dificuldades para conectar o ataque. Martinelli, vindo do banco, mostrou faro de gol e rapidez nas transições, reforçando sua candidatura a mais minutos entre os titulares.
Placar e momento do gol
O resultado saiu nos 50 minutos do segundo tempo, quando a equipe finalmente encontrou o espaço pela esquerda e definiu o confronto. A vitória alivia a pressão imediata sobre o time, mas não corrige problemas táticos que ficaram claros durante boa parte do jogo.
Paquetá preocupa: reavaliação em Morristown
Lucas Paquetá deixou o gramado com dores na coxa esquerda e será reavaliado nesta terça-feira, em Morristown. O protocolo segue o mesmo aplicado a Raphinha, que sofreu lesão na coxa direita na fase de grupos e segue tratamento.
A dúvida sobre Paquetá aumenta o desafio de Carlo Ancelotti. A seleção já chegou ao torneio sem Wesley e teve Raphinha comprometido. Neymar voltou a jogar, mas ainda não tem condição física para 90 minutos seguidos, o que limita alternativas ofensivas.

Implicações para escalação e tática
Se Paquetá for vetado, Ancelotti terá que reconfigurar o meio-campo. Endrick mostrou ser opção de impacto, mas sua leitura de jogo e capacidade de articular contra-ataques ainda são incipientes. Martinelli aparece como alternativa plausível para iniciar, especialmente se o treinador quiser intensidade e amplitude pelas alas.
Outras opções no elenco, como Danilo Santos e Igor Thiago, oferecem perfis distintos: Danilo traz mais robustez defensiva, Igor Thiago pode acrescentar mobilidade ofensiva. A escolha dependerá se Ancelotti priorizar solidez no meio ou manutenção do poder de fogo.
O que a partida revela sobre a seleção
A vitória confirma caráter e capacidade de reação, mas põe em evidência um problema crônico: falta de profundidade consistente no elenco diante de lesões. A dependência de substituições decisivas e a necessidade de gerenciar minutos de jogadores-chave serão determinantes na reta de mata‑mata.
Taticamente, o Brasil ainda busca equilíbrio entre posse e penetração. A alternância entre jogadores veteranos e jovens talentos cria potencial, mas também exige decisões claras do treinador sobre quem será responsável por dar ritmo e proteger a defesa contra transições.
Próximo adversário e calendário
O adversário das oitavas sairá do jogo entre Costa do Marfim e Noruega, marcado para terça‑feira às 14h (horário de Brasília). A seleção terá pouco tempo para avaliar Paquetá e definir a melhor formação, tornando a recuperação física e o planejamento de Ancelotti itens críticos.
O que pode acontecer a seguir
Ancelotti precisa priorizar avaliações médicas rápidas e definir alternativas táticas que preservem Neymar e compensem eventuais ausências. A escolha por Martinelli como titular daria mais profundidade ofensiva; optar por Danilo ou Igor Thiago mudaria o equilíbrio rumo a maior proteção no meio. Em qualquer cenário, o desafio será transformar o alívio da vaga em preparo objetivo para o mata‑mata.
Estadao Br



