
Com novo transfer ban da CNRD por atraso na parcela de Raniele, o Corinthians pode ter reforços bloqueados; apostadores devem considerar odds mais favoráveis contra o time em partidas futuras — apostar em handicap negativo ao Corinthians ou em menos gols pode ser opção até a normalização das finanças.
Corinthians é alvo de novo transfer ban da CNRD por atraso em parcela
O Corinthians recebeu uma punição da Câmara Nacional de Resolução de Disputas (CNRD) da CBF após não quitar uma nova parcela da compra do atacante Raniele junto ao Cuiabá. O valor em atraso era de cerca de R$ 780 mil, dentro de um acordo cujo montante total fica em torno de R$ 18 milhões. O clube afirma que o prazo pode ser ampliado por mais cinco dias úteis e garante que a parcela será quitada entre quarta e quinta-feira desta semana.
Histórico de inadimplência e punição da Fifa
Esta é a segunda vez em que o clube atrasa parcela relacionada à transferência de Raniele. Além disso, o Corinthians já sofre os efeitos de um transfer ban imposto pela Fifa devido a uma dívida de R$ 33 milhões com o Santos Laguna pela compra do zagueiro Félix Torres — montante que, com juros, aproximou-se de R$ 40 milhões. Tentativas de reversão na Corte Arbitral do Esporte (CAS) foram mantidas, deixando o clube impedido de registrar novos atletas por três janelas de transferências.
Outros processos pendentes
O Corinthians ainda corre risco de sofrer novas punições por casos em andamento: o Talleres cobra US$ 4,3 milhões (cerca de R$ 23,3 milhões) pela venda de Rodrigo Garro; o meia Matías Rojas reivindica cerca de R$ 40 milhões por valores atrasados; e o Shakhtar Donetsk pede 1 milhão de euros (aprox. R$ 6,3 milhões) pelo empréstimo do volante Maycon. Todos esses processos aguardam julgamento de recursos no CAS.
Crise financeira e reflexos no mercado de transferências
A crise financeira do clube é profunda, com dívidas que somam aproximadamente R$ 2,7 bilhões. Em 2025 o Corinthians realizou apenas duas contratações: o lateral-esquerdo Angileri e o atacante Vitinho — este último teve seu registro efetuado no dia anterior à sanção que passou a impedir o clube de registrar novos atletas. A restrição de mercado agrava a dificuldade em repor ou reforçar o elenco, pressionando desempenho esportivo e planejamento.
Impacto esportivo e incertezas internas
A política financeira do clube e as limitações para contratar já têm reflexos dentro de campo, com pressão sobre a comissão técnica e incertezas sobre a permanência de jogadores-chave. Sem possibilidade de reforçar o elenco de forma imediata, o time deve enfrentar desafios competitivos até a resolução das pendências judiciais e saldos com credores.
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