
Javier Tebas, presidente da LaLiga, escalou a crítica à FIFA, rejeitando a proposta de ampliar a Copa do Mundo para 64 seleções, exigindo a renúncia de Gianni Infantino e pedindo proteção aos campeonatos nacionais que, segundo ele, sustentam a indústria do futebol.
Tebas confronta a FIFA: pedido de renúncia e oposição à expansão da Copa
Javier Tebas voltou a colocar a LaLiga no centro do confronto com a FIFA ao afirmar que a entidade está a manejar o futebol conforme seus próprios interesses. O dirigente não apenas se posicionou contra a ideia de um Mundial com 64 seleções, como também pediu a renúncia de Gianni Infantino, acusando a gestão de prejudicar ligas e campeonatos nacionais.
Por que Tebas rejeita a expansão para 64 seleções?
Tebas argumenta que aumentar o número de seleções transforma a Copa do Mundo em um evento que concentra atenção e recursos em cerca de 40 dias, em detrimento dos campeonatos nacionais. Para ele, competições locais e regionais são responsáveis por empregos, receitas e pela formação contínua de talentos — e a ampliação correria o risco de diluir qualidade e interesse.
Contexto: de 32 a 48 — e a proposta dos 64
A Copa manteve 32 seleções por décadas até a expansão para 48 participantes, implementada em 2026. A proposta de chegar a 64 é vista por críticos como Tebas como um movimento que prioriza espetáculo pontual e interesses comerciais da FIFA, em vez de preservar calendários, integridade competitiva e saúde dos jogadores.

Críticas à gestão da FIFA e decisões da Copa de 2026
Tebas também citou episódios da Copa de 2026 para ilustrar sua crítica: polêmicas disciplinares — como a suspensão do atacante Folarin Balogun — e interrupções para pausas de hidratação que, na visão do presidente da LaLiga, indicam decisões inconsistente e arbitrária por parte da entidade. A leitura é clara: a FIFA estaria tomando medidas que servem a interesses próprios e geram insegurança regulatória.
O que essas críticas significam para clubes e ligas europeias
A posição de Tebas ecoa uma ansiedade maior entre ligas e clubes sobre calendário, reparação financeira e bem-estar dos atletas. Mais edições do Mundial ou formatos mais longos pressionam janelas de transferência, aumentam carregamento de partidas e complicam acordos televisivos e comerciais previstos pelas ligas nacionais.
Análise: impacto e possíveis repercussões
A declaração pública de um dos presidentes de liga mais influentes da Europa intensifica a tensão entre poderes no futebol global. Isso pode empurrar as negociações por reformas de calendário e participação — e tornar as conversas sobre formato da Copa mais politizadas. Para a LaLiga, a luta é também sobre preservação de receitas domésticas e proteção de um produto que sustenta clubes, empregos e base de fãs.
O que pode acontecer a seguir
Espera-se que a controvérsia acabe por forçar novas rodadas de debate entre FIFA, confederações e ligas. Se a oposição de ligas como a LaLiga se mantiver vocal e coordenada, propostas radicais de expansão poderão ser retardadas, moderadas ou condicionadas a salvaguardas que protejam calendários e competições nacionais. A pressão política e comercial será determinante.
Conclusão
O confronto Tebas–FIFA é mais do que uma disputa de personalidade: é um choque de prioridades sobre como equilibrar espetáculo global e sustentabilidade do futebol doméstico. A resposta da FIFA e a reação de outras ligas dirão se o modelo de governança global do futebol admite mudanças significativas ou se a tensão apenas se intensificará nos próximos ciclos de decisões.
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