
Alemanha e Paraguai se enfrentam nesta segunda em Boston pela fase de 32 da Copa do Mundo, num duelo que promete decidir se a seleção alemã supera dúvidas táticas e de entrosamento ou se sucumbe a desgastes físicos e críticas sobre o comando. Lesões e retornos (Rüdiger, Brown, Almirón) e a forma do trio Wirtz‑Musiala‑Sané serão determinantes para o equilíbrio do jogo.
Alemanha x Paraguai: duelo decisivo na fase de 32 em Boston
Alemanha chega com desempenho misto: goleada inicial por 7 a 1 sobre Curaçao, vitória contestada sobre Costa do Marfim (2 a 1) e derrota de virada para o Equador. O time ainda não mostrou consistência e a derrota mais recente expôs problemas de posicionamento e intensidade.
Paraguai avançou como um dos terceiros colocados e entra com rotina competitiva e pragmatismo. O retorno de Miguel Almirón amplia o poder ofensivo, mas a equipe convive com dúvidas no setor defensivo após o trauma no joelho de Alderete e a suspensão de Diego Gómez.
Na mira do tabu: Alemanha tenta superar falhas e evitar surpresa do Paraguai nas oitavas
O que preocupa a Alemanha: entrosamento e intensidade
A grande interrogação para Julian Nagelsmann é o entrosamento do trio criativo Florian Wirtz, Jamal Musiala e Leroy Sané, responsável por alimentar Kai Havertz. Lesões e falta de ritmo prejudicaram combinações rápidas e finalizações precisas.
A substituição de Nico Schlotterbeck por Antonio Rüdiger reforça experiência e agressividade no miolo da defesa, mas impõe ajustes de cobertura e saída de bola. O provável retorno do lateral Brown tenta recompor opções pela esquerda.
A derrota para o Equador escancarou perdas de bola em zonas perigosas e déficits nos duelos no meio; é nesse espaço que o Paraguai poderá explorar. Nagelsmann precisa conciliar correções táticas com gestão física e psicológica do elenco.
Paraguai: saúde, disciplina e apostas táticas
Com Almirón de volta após suspensão, o Paraguai recupera criatividade e verticalidade pelo corredor direito. A ausência de Diego Gómez por cartões amarelos obriga o técnico a procurar alternativas no meio; Bobadilla figura como opção manchada por um gol contra já na competição.
A situação de Alderete —principal dúvida após o trauma no joelho— pode forçar mudanças na linha defensiva. Se houver improvisações, a seleção paraguaia tende a compactar linhas e apostar em transições rápidas, tentando capitalizar os erros alemães na construção.

Contexto, implicações e o que observar
O vencedor enfrenta o ganhador de França x Suécia nas oitavas, aumentando a pressão estratégica sobre ambas as equipes. Para a Alemanha, a partida é mais do que seguir adiante: é a chance de recuperar credibilidade internacional e acalmar vozes críticas sobre o trabalho do treinador.
Destaques táticos a observar: eficiência no último terço, domínio dos duelos centrais, qualidade das trocas rápidas entre Wirtz e Musiala e a capacidade de Rüdiger em comandar a linha defensiva. No Paraguai, a coesão defensiva e a eficácia nas transições serão determinantes.
O que pode acontecer a seguir
Se a Alemanha corrigir os erros de construção e aumentar a intensidade, tem potencial técnico para controlar o jogo e avançar. Caso contrário, o Paraguai, com organização e Almirón ativo, tem chances reais de surpreender e transformar fragilidades alemãs em oportunidades.
A partida em Boston será uma prova de ajustes imediatos —táticos, físicos e mentais— para quem pretende ir além na Copa.
Folha



