
Austrália assegurou o segundo lugar do Grupo D com um empate sem gols diante do Paraguai, que soma 4 pontos e aguarda a definição dos melhores terceiros para confirmar a vaga. Nos demais duelos, os EUA, já classificados, pouparam titulares e perderam por 3x2 para a Turquia — os norte-americanos terminam líderes e conhecerão o adversário apenas após o fim da fase de grupos.
Austrália empata com Paraguai e garante segunda colocação do Grupo D
Confronto morno em Levi's Stadium
No duelo direto pela segunda vaga, Paraguai e Austrália não conseguiram transformar controle de meio-campo em chances claras. O 0x0 em Levi's Stadium reflete um jogo dominado por defesas e decisões pragmáticas: a Austrália pressionou mais no primeiro tempo, finalizou com frequência, mas faltou pontaria e agressividade nos últimos 25 metros.
Estatísticas e leitura tática
A Austrália concluiu 12 vezes, com cinco finalizações no alvo; o Paraguai tentou sete vezes, apenas duas no gol. Bos obrigou o goleiro Gill a trabalhar aos 35 minutos, mas, no geral, as seleções optaram por jogar com segurança. No segundo tempo, ambas equipes reduziram o ritmo, sinalizando satisfação com o empate que atendia aos objetivos de classificação.

Paraguai mantém vivo o sonho como um possível melhor terceiro
Situação de classificação e cenário
Com 4 pontos e saldo de -2, o Paraguai figura como o quarto melhor terceiro nesta etapa. A equipe depende agora dos desfechos dos demais grupos para confirmar a vaga entre os melhores terceiros. Se avançar, enfrentará um dos primeiros colocados — um confronto que exigirá ajuste tático, sobretudo ofensivo, dado o desempenho pouco inspirado diante da meta adversária.
EUA descansam titulares e perdem para Turquia em jogo de menor valor classificatório
SoFi Stadium viu brasileiros dos EUA sem os habituais titulares
Mauricio Pochettino poupou a maioria dos titulares e escalou um time misto — estratégia que acabou custando a vitória. Apesar disso, o jogo teve momentos de alto drama: os EUA abriram 1x0 com Trusty, a Turquia reagiu e virou com gols de Arda Güler (participações em jogadas) e Köksçu; Berhalter empatou cedo no segundo tempo, Pulisic entrou e mudou o ritmo, mas Ayhan garantiu a vitória turca nos acréscimos.
Leitura técnica do confronto EUA x Turquia
A derrota evidencia o risco de rodagem em fase de grupos curta: poupar forças preserva peças para o mata-mata, mas reduz ritmo coletivo e coesão. A Turquia, que vinha em má campanha, mostrou capacidade de reação e personalidade, encerrando a participação com uma vitória que embute confiança para reconstruir seu futebol.
O que muda para o mata-mata
Adversários e caminhos possíveis
Estados Unidos sairão como primeiro do Grupo D e enfrentarão um terceiro colocado vindo de um dos grupos B, E, F, I ou J — rival a ser confirmado após a conclusão da fase de grupos. A Austrália, segunda colocada, terá pela frente o segundo colocado do Grupo G, definido nos jogos seguintes. O Paraguai, se confirmado entre os melhores terceiros, enfrentará um dos primeiros de outro grupo, o que pede preparo físico e ajustes ofensivos rápidos.
Contexto do Grupo D e desempenho dos protagonistas
Recapitulando a fase
Os EUA dominaram o grupo, com vitórias sobre Paraguai e Austrália e uma campanha consistente. Balogun destacou-se nas estatísticas iniciais, Pulisic manteve influência técnica quando entrou. A Austrália começou bem, vencendo a Turquia na estreia e garantindo solidez defensiva que lhe rendeu a vaga. O Paraguai oscilou, mas mostrou capacidade de recuperação ao vencer a Turquia e chegar ao último jogo com chances reais.
Implicações e próximos passos
O que acompanhar
A Austrália precisa ajustar o último terço para ser uma ameaça real no mata-mata; estilo pragmático pode ser eficaz, mas eliminações costumam vir contra adversários mais verticalizados. Os EUA, com time teoricamente mais robusto, terão de recuperar ritmo coletivo sem desgastar jogadores-chave. O Paraguai precisa de resultados favoráveis nos outros grupos e, caso avance, terá que elevar a eficiência ofensiva para competir no novo formato de 48 seleções.
Conclusão
O fechamento do Grupo D reforça duas leituras: equipes que gerem objetivos claros na fase de grupos (poupando ou priorizando classificação antecipada) ganham vantagem física, mas perdem ritmo; e seleções que equilibram pragmatismo com capacidade de finalização tendem a avançar mais longe. O mata-mata promete confrontos duros — e decisões táticas agora terão ainda mais impacto.
Folha



