
Kento Shiogai, reserva do Japão e jogador do Wolfsburg, provocou ao afirmar que a seleção brasileira "não é mais a mesma" antes do duelo da Copa do Mundo em Houston. Técnico Hajime Moriyasu respondeu com confiança, citando a vitória japonesa sobre o Brasil em 2025; a troca de farpas aumenta a tensão e o fator psicológico para um confronto chave na fase de 32 seleções.
Shiogai provoca: "O Brasil não é mais o mesmo" antes de Brasil x Japão na Copa do Mundo
Kento Shiogai, atacante de reserva do Japão e contratado do Wolfsburg, mexeu com o ambiente ao afirmar que a seleção brasileira já não tem o mesmo peso histórico. A declaração veio às vésperas do confronto em Houston, válido pela fase de 32 seleções da Copa do Mundo, e rapidamente virou munição no debate sobre favoritismo e mentalidade.
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O que exatamente Shiogai disse
Shiogai afirmou que o Japão pode jogar "de igual para igual" com o Brasil e que a seleção brasileira "não é mais aquela de antigamente". Reconheceu conhecer poucos nomes do elenco canarinho — citou Neymar e Vinícius — e destacou a importância dos jogadores que vêm do banco para "salvar o time" em momentos difíceis.
Contexto do jogador
Reservado no plano inicial, Shiogai busca espaço no torneio e usa a imprensa para projetar confiança coletiva. Como atleta do Wolfsburg, ele traz experiência europeia, mas a tentativa de diminuir o Brasil tem também viés tático: pressionar psicologicamente o adversário e aumentar a crença interna da equipe japonesa.

Moriyasu recoloca vitória histórica como prova de capacidade
Técnico Hajime Moriyasu respondeu na mesma linha de confiança, lembrando que o Japão já venceu o Brasil — menção direta ao amistoso de outubro de 2025, quando o Japão bateu o pentacampeão por 3 a 2 em Tóquio. Para Moriyasu, aquele resultado desmontou a noção de que a vitória seria impossível e serviu para calibrar ambição e abordagem contra o Brasil.
O que a vitória de 2025 representa
A vitória anterior não transforma automaticamente o Japão em favorito, mas tem valor psicológico e tático. Mostra que o Japão pode explorar vulnerabilidades brasileiras e que a equipe nipônica aprendeu a enfrentar adversários de elite com organização e transições rápidas.
Implicações para o confronto em Houston
A provocação de Shiogai aumenta a tensão emocional do jogo. Para o Brasil, é um convite à resposta contundente em campo; para o Japão, reforça a narrativa de coragem coletiva. No aspecto tático, o embate deve girar em torno do controle do meio-campo, transições rápidas do Japão e da capacidade brasileira de impor superioridade técnica e individual, sobretudo com Neymar e Vinícius.
O que observar durante a partida
Formações iniciais e a postura na primeira meia hora serão cruciais. Se o Japão conseguir neutralizar as linhas de passe do Brasil e for perigoso nas transições, o jogo se abrirá. Caso o Brasil controle posse e crie superioridade nas laterais, a tendência é que imponha seu ritmo. As opções de banco, mencionadas por Shiogai, também poderão decidir.
Por que a declaração importa
Declarações como a de Shiogai são mais que ruído: são parte da guerra psicológica que antecede partidas decisivas. Elas podem motivar os próprios — consolidando uma mentalidade ousada — ou inflamar o adversário. No contexto de uma Copa do Mundo, onde margens são estreitas, o impacto emocional desses comentários pode ser determinante.
O próximo passo
No fim, o veredito sairá no gramado. O Japão entra confiante e busca repetir elementos que funcionaram contra seleções de nível elevado; o Brasil precisa transformar qualquer provocação em foco e ação. Quem administrar melhor a tensão e converter controle tático em oportunidades terá a melhor chance de avançar na competição.
Folha



