
Torcedores do Santos invadiram o CT Rei Pelé após a goleada de 6 a 0 sofrida diante do Vasco, exigindo mudanças na equipe. A pressão dos torcedores pode indicar um desempenho abaixo do esperado nos próximos jogos, o que pode levar os apostadores a considerar um resultado desfavorável para o Santos na partida contra o Bahia.
Torcedores do Santos invadiram nesta terça-feira (19) o CT Rei Pelé, momentos após a reapresentação do elenco. O time voltou a treinar dois dias depois da goleada por 6 a 0 sofrida diante do Vasco, pelo Campeonato Brasileiro, motivo que levou membros das organizadas a cobrar jogadores e diretoria.
Os responsáveis pela invasão chegaram ao clube com rojões e quebraram um dos portões para ter acesso ao centro de treinamento. Eles entraram na área do estacionamento dos atletas e da comissão técnica. A Polícia Militar foi acionada para conter a confusão.
Antes de deixar o local, os torcedores conversaram com alguns jogadores, entre eles Neymar, que viveu contra o Vasco o maior revés de sua carreira. Questionado, o camisa 10 tentou acalmar os ânimos. "Estamos tentando mudar", disse. O diretor de futebol do clube, Alexandre Mattos, também esteve presente e ouviu as reclamações.
Um dos torcedores listou fracassos recentes, como o rebaixamento em 2023, e criticou a postura do time contra o Vasco, classificando o elenco como "um time de videogame". Cartazes, faixas e cânticos de protesto marcaram a invasão. Entre as palavras de ordem estavam: "Joga, vagabundo, respeita o Santos, o maior time do mundo!", "vergonha, time sem-vergonha" e "Marcelo Teixeira, com esse time você tá de brincadeira!".
Após a saída dos torcedores, o Santos iniciou a preparação para o próximo compromisso, no domingo (24), contra o Bahia, pelo Brasileiro. Sem técnico após a demissão de Cleber Xavier, o treino foi comandado por Matheus Bachi, filho de Tite, que fazia parte da comissão liderada por Xavier. Enquanto isso, a diretoria busca um substituto. O preferido é Jorge Sampaoli, que dirigiu o clube em 2019 e não esconde o desejo de voltar.
O entrave, porém, está nas exigências do argentino: três reforços — um zagueiro, um volante e um atacante — todos em caráter de compra, além de contrato de três anos e salário elevado. Com 21 pontos, o Santos ocupa posição delicada na tabela, com apenas dois de vantagem sobre o Vitória, primeiro time dentro da zona de rebaixamento do Nacional.
Folha



