
A seleção brasileira venceu Senegal por 2 a 0 em amistoso realizado neste sábado (15) em Londres no Emirates Stadium, casa do Arsenal. Com uma vitória construída ainda no primeiro tempo, com gols de Estevão e Casemiro, a equipe treinada por Carlo Ancelotti, avança mais um passo em busca da preparação para o Mundial do ano que vem.
Mas a grande surpresa antes da bola rolar, certamente foi a escolha por Éder Militão para ser o lateral-direito da equipe no amistoso.
Éder Militão já fez a função na seleção brasileira
Em 2018, na fatídica eliminação para a Croácia, Militão fez a lateral-direita brasileira, que na ocasião, foi uma adaptação forçada por conta de lesões nas laterais da seleção.
A função contra Senegal
Muito se discutia qual seria a postura do zagueiro na posição. Desde a chegada de Ancelotti, observamos que o lateral-direito era o lado com maior liberdade para atacar.

Com a mudança, vimos um novo sistema, onde com Alexsandro na lateral-esquerda tivemos um Brasil quase nulo no setor, mas longe de ser algo negativo. Tanto Éder quando Alex Sandro, foram extremamente participativos, tanto na cobertura defensiva, como também apoiadores da construção brasileira na saída de bola.
O "efeito" Militão e liberdade para os meias
Diante deste fator, hoje vimos tanto Bruno Guimarães como Casemiro tiveram muito mais liberdade para atacar, onde, diferente de algumas outras ocasiões, houve momentos em que deixaram de ser as peças responsáveis pelo início de construção recebendo a bola em zonas mais avançadas, onde Casemiro iniciou a jogada primeiro gol marcado por Estevão.
Carlo Ancelotti ganha uma opção
Fato é que, com as dúvidas de quem será o dono da camisa "2", certamente com este teste, Carlo Ancelotti aumenta o leque e ganha mais uma boa opção tática rumo ao Mundial de 2026.