Crise no Botafogo: com 35 pontos em 28 rodadas, time vive pior fase da era SAF e busca reação contra o Vasco

Brasileirão: Botafogo faz a pior campanha na era SAF

Com 35 pontos em 28 rodadas, o Botafogo vive sua pior campanha desde a transformação em SAF e ocupa apenas a 12ª colocação no Campeonato Brasileiro de 2026; eliminado das copas, o clube tem no clássico contra o Vasco (7/10, Nilton Santos) uma das últimas oportunidades para reagir e mirar a meta mínima de 45 pontos para garantir a permanência.

Botafogo em crise: pior desempenho da era SAF no Brasileirão 2026

O Alvinegro soma 35 pontos em 28 rodadas e aparece em 12º lugar no Campeonato Brasileiro de 2026. A sequência de resultados deixa o clube em situação de alerta: eliminado das competições de mata-mata, resta apenas o Campeonato Brasileiro para definir a temporada.

Panorama imediato e o jogo que vale moral

O clássico contra o Vasco, dia 7/10, no Estádio Nilton Santos, assume caráter determinante. Com a meta pragmática de alcançar ao menos 45 pontos, cada jogo vira uma final emocional e pontual para estabilizar o rendimento e evitar rebaixamento.

Da chegada de John Textor ao presente

Em março de 2022 o Botafogo migrou para o modelo SAF, com John Textor adquirindo 90% do clube-empresa. A expectativa de investimentos e profissionalização trouxe resultados imediatos em algumas temporadas, mas a trajetória se fragmentou em 2026: o rendimento atual é o pior desde aquele marco.

Comparativo de campanhas nas mesmas 28 rodadas

Em 2022, na primeira temporada como SAF, o clube somava 37 pontos e ocupava a nona posição. Na era Luis Castro, o time terminou o ano em 11º, com 53 pontos. Em 2023 o Botafogo chegou a ter 59 pontos na rodada 28, com vantagem sobre o Red Bull Bragantino. Dois anos atrás, na campanha do tricampeonato, o clube liderava com 57 pontos naquele mesmo momento. Ano passado, com turbulências políticas e financeiras, o time ainda aparecia entre os primeiros — 43 pontos e quinto colocado.

Por que a queda importa

A perda de consistência evidencia problemas estruturais e de gestão de elenco: oscilações táticas, lesões, decisões de mercado e mudanças administrativas cobraram preço. A ausência de profundidade no elenco e a saída ou não utilização de peças como Montoro e Danilo em momentos-chave pesam no rendimento coletivo. O cenário também expõe a fragilidade do projeto esportivo quando pressões externas e internas se intensificam.

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O que precisa mudar — análise

Prioridade imediata: estabilizar a defesa, recuperar confiança coletiva e resgatar identidade tática. A curto prazo, o foco é somar pontos no Brasileiro; a médio prazo, revisar planejamento de 2027 — reforços, estrutura técnica e clareza de comando. A mudança no controle acionário, agora com maior protagonismo do sócio e sem Textor, acrescenta uma nova variável política que exigirá coordenação entre diretoria e comissão técnica.

Próximos passos e prognóstico

A reta final do Brasileiro definirá se o Botafogo converte a crise em ajuste ou se terá de reconstruir em 2027. O clássico com o Vasco é mais do que um derby: é uma medição imediata de resposta do elenco e da comissão técnica. Se o time não reagir, a temporada tende a se transformar em luta por sobrevivência, com impactos no planejamento esportivo e financeiro para o ano seguinte.

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