
Kevin Viveros, artilheiro do Brasileirão com 10 gols em 17 rodadas pelo Athletico Paranaense, foi surpreendentemente excluído da convocação da Colômbia para a Copa do Mundo de 2026 por Néstor Lorenzo — uma decisão que questiona prioridades entre forma recente e experiência internacional.
Surpresa na convocação: Viveros fora da lista da Colômbia para a Copa do Mundo 2026
Kevin Viveros, centroavante titular do Athletico Paranaense e artilheiro isolado do Brasileirão, não foi incluído na lista de Néstor Lorenzo para a Copa do Mundo de 2026. A escolha do técnico favoreceu nomes com currículo internacional como Luís Suárez, Cucho Hernández e Jhon Córdoba, deixando o colombiano de 24/25 anos de fora apesar do rendimento doméstico.
O contexto imediato: números que pesam
Viveros soma 10 gols nas primeiras 17 rodadas do Brasileirão, mais do que qualquer outro jogador no momento. Chegou ao Athletico em 2025 por cerca de 5 milhões de dólares e foi decisivo no acesso do clube à Série A, além de manter alto nível em 2026. Estatisticamente, sua presença parecia justificar ao menos consideração na lista.

Trajetória e evolução: de Buenaventura ao Furacão
Nascido em Buenaventura, Colômbia, Viveros despontou no Carabobo (Venezuela), onde marcou 21 gols em 34 jogos, e consolidou-se no Atlético Nacional, contribuindo para títulos nacionais em 2024. A chegada ao Athletico ocorreu no meio de uma campanha de recuperação, e o atacante rapidamente se tornou referência ofensiva do time paranaense.
Por que a exclusão chama atenção
A decisão expõe o clássico dilema entre forma recente e experiência. Lorenzo optou por atacantes com passagem por clubes europeus e protagonismo internacional, enquanto Viveros oferece forma atual e adaptação ao futebol sul-americano. Para um técnico focado em equilíbrio tático e experiência em grandes torneios, essa escolha tem lógica — mas abre debate sobre mérito competitivo.
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O fator tático e a preferência do treinador
Lorenzo adotou atacantes com versatilidade e histórico em jogos de alto impacto. Suárez, Cucho e Córdoba trazem presença de área, jogo de corpo e experiência em ligas europeias; elementos que o treinador pode avaliar como mais confiáveis em partidas de Copa do Mundo. A leitura é que Viveros, embora letal no Brasileirão, ainda não convenceu em critérios além dos gols.
Comportamento público e sinalização
Horas antes do anúncio, Viveros publicou uma foto enigmática no Instagram comemorando com as mãos nos ouvidos, seguida de um emoji que sugeria aceitação da situação. É um gesto que mistura frustração e profissionalismo e deve ser interpretado como reação pessoal, não como ruptura com a seleção.
O que isso significa para o Athletico Paranaense e para Viveros
Para o Athletico, a exclusão pode ser uma vantagem imediata: o clube manterá seu principal atacante disponível para a reta decisiva do Brasileirão. Para Viveros, a omissão é estímulo competitivo. Mantendo a forma e produzindo gols, dificilmente permanecerá fora do radar da seleção por muito tempo.
Próximos passos plausíveis
A curto prazo, foco no clube e na continuidade de rendimento. A médio prazo, oportunidades em amistosos, convocações futuras ou torneios continentais dependem de manter números altos e ampliar impacto em partidas decisivas. Do ponto de vista de mercado, a visibilidade internacional poderia ter acelerado movimentos; agora, o caminho passa por performance e consistência.
Conclusão — mérito versus experiência
A exclusão de Kevin Viveros é um lembrete de que a seleção muitas vezes prioriza convicções táticas e experiência sobre formas recentes. É uma decisão defensável do ponto de vista de Lorenzo, mas discutível sob a lógica meritocrática do futebol. Resta ao atacante transformar a dúvida em argumento inquestionável: gols e desempenho em alto nível continuarão sendo a melhor resposta.
Ig



