
José Mourinho incluiu Éder Militão e Rodrygo, ambos em recuperação de lesões graves, na lista do Real Madrid para a Liga dos Campeões 2026/27, enquanto Ferland Mendy ficou de fora. A decisão revela confiança do treinador na recuperação do setor ofensivo e defensivo e expõe a pressão sobre Mendy após reforços na lateral — tudo antes da estreia contra a Inter de Milão no Santiago Bernabéu.
Mourinho confirma lista da Champions com surpresas: Rodrygo e Éder Militão entre relacionados
José Mourinho nomeou a lista do Real Madrid para a Liga dos Campeões 2026/27 incluindo dois brasileiros lesionados: Éder Militão e Rodrygo. A presença dos jogadores, mesmo em fase de recuperação, chama atenção e sinaliza intenção do técnico de contar com eles no decorrer da temporada. Ferland Mendy ficou fora da lista, decisão já apontada como consequência das mudanças no setor de laterais do clube.
Lesões de Militão e Rodrygo: gravidade e cronograma
Éder Militão sofreu ruptura do tendão proximal do bíceps femoral da perna esquerda em abril. Lesão séria, mas compatível com retorno no médio prazo se a reabilitação evoluir sem contratempos. Rodrygo teve ruptura do ligamento cruzado anterior e do menisco lateral do joelho direito — um quadro mais delicado que normalmente exige ampla recuperação física e gradualismo na volta aos jogos. A inclusão dos dois na lista indica que o clube confia nas projeções médicas e quer preservar opções para etapas decisivas da Champions.
Como Mourinho reconstruiu o Real: cinco mudanças no vestiário, tática e elenco
Ausência de Ferland Mendy e o impacto das contratações
A exclusão de Ferland Mendy não surpreende: o clube já contratou Álvaro Carreras e Marc Cucurella, reduzindo o espaço do francês. Mendy entrou na lista de jogadores negociáveis, mas até o momento não houve propostas concretas. Essa situação expõe uma mudança estrutural na lateral esquerda do Real Madrid e pressiona Mendy a negociar ou reconquistar espaço internamente.

Implicações esportivas: o que a lista diz sobre ambições do Real Madrid
A presença de peças-chave mesmo lesionadas revela a estratégia do Real Madrid: maximizar recursos e preparar um elenco para avançar nas fases finais. Como maior vencedor da Liga dos Campeões, o clube não pode prescindir rapidamente de nomes com influência tática e de grupo. No curto prazo, a gestão médica e a rotação serão decisivas. Mourinho parece priorizar manutenção de um núcleo forte, mesmo que isso signifique arriscar incluir jogadores fora de forma imediata.
Calendário da Champions e primeiros desafios
O Real estreia na fase de grupos em 8 de outubro, às 16h (horário de Brasília), no Santiago Bernabéu contra a Inter de Milão. O grupo ainda traz Roma, Leipzig, AEK Atenas, PSV, Arsenal, LASK e Shakhtar. A combinação de adversários exige consistência e profundidade — e justifica a opção por manter opções experientes na lista, mesmo com incógnitas físicas.
O que vem a seguir: gestão de retornos e opções no mercado
A prioridade imediata será a evolução clínica de Rodrygo e Militão e a integração gradual se a recuperação permitir. Mourinho terá de equilibrar ambição competitiva com prudência médica. Para Mendy, o próximo passo é claro: ou recuperar espaço internamente ou aceitar transferências que apareçam. Para o Real, as próximas janelas definem se a política de reforços seguirá a tendência de assinar peças para pressão imediata na equipe titular.
Ig



