
Thomas Tuchel elevou Neymar ao dizer que o atacante torna o Brasil "mais perigoso" e o colocou ao lado de gigantes do futebol, ao mesmo tempo em que provoca debate ao excluir nomes como Phil Foden e Harry Maguire da seleção inglesa para a Copa do Mundo — uma combinação que muda expectativas para Brasil e Inglaterra no torneio.
Tuchel elogia Neymar: "um dos maiores" e alerta para o perigo que ele representa
Thomas Tuchel definiu Neymar como um dos maiores jogadores da atualidade, afirmando que sua presença no elenco brasileiro torna o Brasil mais perigoso. O elogio ganha peso pelo histórico: Tuchel trabalhou com Neymar no Paris Saint-Germain (2018–2020) e já o descreveu como um dos atletas mais talentosos com quem conviveu.
O que o comentário significa para a Copa do Mundo
A observação de Tuchel faz mais do que enaltecer um rival: sinaliza respeito tático. Neymar é uma referência ofensiva que altera a forma como seleções planejam marcar o Brasil — exigindo maior atenção aos espaços entre linhas e às saídas rápidas de bola. Para adversários, enfrentar o Brasil com Neymar em campo significa mais variáveis a controlar.
Neymar ganha espaço com Ancelotti na seleção sendo mais discreto e focado em recuperação
Decisão ousada de Tuchel na Inglaterra: estrelas ficaram de fora
Enquanto elogia um adversário, Tuchel tomou decisões controversas na montagem da sua própria seleção. Na lista de 26 convocados para a Copa, nomes como Phil Foden, Cole Palmer, Harry Maguire e Luke Shaw não foram incluídos. Essas exclusões dividem opiniões e aumentam a pressão por resultado imediato.

Por que essas ausências importam
A ausência de Foden e Palmer levanta dúvidas sobre a capacidade criativa do meio-campo e do ataque inglês, especialmente em partidas em que o adversário fecha espaços. Excluir Maguire e Shaw muda a maneira como a defesa pode ser montada: são escolhas que podem indicar confiança em alternativas mais dinâmicas ou uma aposta em um novo desenho tático.
Impacto imediato: pressão interna e leitura externa
Para a imprensa e torcedores, a lista de Tuchel transforma expectativa em cobrança. Internamente, jogadores preteridos podem se sentir injustiçados — o que cria narrativa e atrito — enquanto os escolhidos terão de provar que a confiança do treinador é justificada. Externamente, rivais interpretam as ausências como vulnerabilidades a explorar, mas também como indícios de um plano claro por parte do técnico.
Análise tática: como a Inglaterra pode funcionar sem os dispensados
Sem Foden ou Palmer, a Inglaterra provavelmente dependerá de um jogo mais coletivo, com maior variação nas transições e uso de laterais para gerar amplitude. A escolha de zagueiros e alas refletirá a intenção de compensar a perda de Maguire e Shaw com mais mobilidade e leitura posicional. Tudo dependerá da coerência entre a filosofia de Tuchel e a execução dos jogadores escolhidos.
Calendário e desafios: estreia e adversários
A Inglaterra integra o Grupo L da Copa do Mundo, ao lado de Croácia, Gana e Panamá. A estreia está marcada para 17 de junho contra a Croácia, em Dallas. Em seguida, enfrenta Gana em 23 de junho, em Boston, e fecha a fase de grupos contra o Panamá em 27 de junho, em Nova Jersey.
O que esperar do grupo
No papel, o grupo é competitivo, com a Croácia oferecendo experiência e organização; Gana representando intensidade física e transições rápidas; e o Panamá podendo surpreender no contra-ataque. A Inglaterra de Tuchel terá de entrar pronta desde a estreia para evitar surpresas.
Conclusão: risco e ambição de Tuchel
Tuchel não só reconheceu Neymar como uma peça que modifica o favoritismo do Brasil, como também assumiu riscos ao esculpir uma Inglaterra sem grandes nomes esperados. É uma postura ambiciosa que busca controle e identidade, mas que torna o Mundial um julgamento antecipado sobre visão e gestão. O resultado na Copa dirá se foi ousadia visionária ou erro de cálculo.
Ig



