
Ritsu Doan chega ao duelo entre Japão e Brasil como a principal referência ofensiva nipônica: aos 27 anos, vive bom momento no Eintracht Frankfurt, acumula experiência na Europa e assume protagonismo enquanto Takefusa Kubo é dúvida por lesão — a responsabilidade criativa e a capacidade de decidir partidas tornam Doan a peça-chave para as ambições japonesas na Copa do Mundo de 2026.
Ritsu Doan: a peça-chave do Japão contra o Brasil
Ritsu Doan surge como a principal ameaça do Japão para o confronto com a Seleção Brasileira na fase eliminatória da Copa do Mundo de 2026. Aos 27 anos, o camisa 10 combina experiência europeia com momento de influência técnica, especialmente num cenário em que Takefusa Kubo é dúvida por lesão. A responsabilidade ofensiva recai sobre Doan e seu papel será decisivo para as chances japonesas.
Trajetória e forma no Eintracht Frankfurt
Revelado pelo Gamba Osaka, Doan construiu a carreira na Europa: Groningen, PSV, Freiburg e atualmente Eintracht Frankfurt. Conquistou a Copa da Holanda com o PSV em 2021–22, mas seu valor tem mais a ver com consistência e leitura de jogo do que com troféus.
Na temporada 2025/26 da Bundesliga participou de 31 partidas, marcou cinco gols e ofereceu cinco assistências. Também teve participação relevante na campanha alemã na Champions League, solidificando-se como um dos jogadores mais influentes do Eintracht.
Histórico em Copas do Mundo e papel tático
Doan ganhou projeção global na Copa do Mundo de 2022 ao marcar saindo do banco contra Alemanha e Espanha — gols que mudaram o patamar do Japão naquele torneio. Pela seleção soma 71 jogos, 11 gols e 10 assistências, números que refletem contribuição regular como armador e finalizador.
Taticamente, Doan atua como articulador entre linhas, alternando entre a criação de jogo e infiltrações. Sua habilidade de ligar meio-campo e ataque dá ao técnico Hajime Moriyasu flexibilidade para variar ritmos e explorar transições rápidas.
O que o desempenho de Doan significa para o duelo com o Brasil
Com Kubo em recuperação, Doan tende a assumir ainda mais protagonismo ofensivo. Isso aumenta a importância de sua leitura de jogo: se conseguir encontrar espaço entre a defesa e o meio-campo brasileiros, o Japão poderá criar chances em transições e cruzamentos nos espaços deixados por uma Seleção Brasileira que costuma jogar com posse.

Para o Brasil, conter Doan não é simples: ele combina mobilidade, passe vertical e capacidade de finalizar. Se a defesa brasileira permitir que ele tenha tempo de sobra entre as linhas, o Japão terá vias claras para atacar. Se o Brasil pressionar alto e for agressivo na ocupação dos espaços, tendenciosamente forçará Doan a jogar mais recuado ou a depender de bolas longas.
Outras armas do Japão e cenários possíveis
Doan não atua sozinho: nomes como Keito Nakamura, Ayase Ueda e Daizen Maeda (autor da assistência contra a Suécia) complementam o repertório ofensivo japonês. Nakamura e Ueda oferecem opções de velocidade e finalização que exploram os espaços gerados pelas ações do camisa 10.
Cenários plausíveis:
Doan domina o tempo de jogo: Japão cria mais chances e transforma o duelo em disputa tática, forçando o Brasil a ajustar intensidade e recomposições.
Brasil neutraliza Doan cedo: o Japão perde criatividade e passa a apostar em transições e bolas isoladas, reduzindo sua eficiência ofensiva.
Conclusão
Ritsu Doan é o foco pelo lado japonês — sua forma no Eintracht Frankfurt, histórico em Mundiais e papel como articulador tornam-no a principal variável do confronto com o Brasil. Como o duelo se desenrolará depende diretamente da capacidade brasileira de anulá-lo e da habilidade do próprio Doan em encontrar soluções sem Kubo em campo. O embate promete ser menos sobre nomes isolados e mais sobre quem impõe controle nas zonas decisivas do jogo.
Lance!



