O destaque sugere que a vitória de Portugal sobre a Alemanha pode influenciar positivamente os apostadores, já que a seleção mostrou sua capacidade de reverter situações adversas, aumentando a confiança para os próximos jogos, especialmente na final da Liga das Nações.
1983. 1985. 2000. 2025. O golo de Dito num jogo particular. O golaço de Carlos Manuel no apuramento para o Mundial 1986. O hat-trick de Sérgio Conceição no Euro 2000. E, agora, o filho Francisco a desatar o nó com um golaço rumo à final da Liga das Nações, carimbada com um golo de Cristiano Ronaldo. Depois de cinco derrotas seguidas - todas em grandes competições - Portugal voltou a vencer a Alemanha, 25 anos depois. E voltou a vencer em solo alemão, 40 anos depois. Pela segunda vez. E com Conceição a deixar nova forte ferida nos germânicos.
A noite de Munique acabou com uma reviravolta épica (2-1) e nova final da Liga das Nações, que Portugal vai procurar conquistar pela segunda vez, depois de 2019. Pela frente, a Espanha ou a França. Quem viu a primeira parte. E quem viu a segunda... foi (quase tudo) diferente.
Na primeira, Portugal, com Trincão e Pedro Neto nas alas, sem Vitinha no onze e com João Neves a lateral – embora a surgir ao meio no momento ofensivo – foi uma equipa a viver das arrancadas rápidas. A qualidade de passe desde trás (sobretudo de Nuno Mendes) foi meio caminho andado para um irreverente Pedro Neto, por três vezes, tentar incomodar Ter Stegen. Mas foi pouco. O meio-campo praticamente foi ganho pela Alemanha, que com um ataque mais posicional foi incomodando a Seleção. Valeu a boa prestação defensiva, acentuada por duas enormes defesas de Diogo Costa, a Woltemade e a Goretzka.
A segunda parte começou praticamente com o golo da Alemanha. Florian Wirtz, após recuperar a bola a Trincão, combinou com Kimmich e recebeu mais à frente, para fazer o 1-0 de cabeça. Slavko Vincic ainda foi chamado pelo VAR, viu as imagens, mas considerou que a ação de Woltemade (em fora de jogo) sobre Rúben Dias nada teve de ilegal. O golo despertou Portugal e Bruno Fernandes avisou.
Depois, tudo mudou com três substituições para a última meia-hora. Nélson Semedo, Vitinha e Francisco Conceição pelos Neves (João e Rúben) e Trincão. Há cinco minutos em campo, Francisco acentuou o legado do pai e Conceição voltou a ser nome de pesadelo para a Alemanha. Um golaço de pé esquerdo, aos 63 minutos, catapultou Portugal para uma exibição superior. Onde é que andava a equipa até então?
É verdade que Portugal viveu muito da qualidade individual do que propriamente da consistência coletiva, mas a equipa cresceu à boleia da enorme exibição de Vitinha, do grande jogo de Nuno Mendes e do fogo de Conceição. O individual a fazer emergir o grupo.
Cinco minutos depois do empate, Nuno Mendes trocou as voltas aos alemães, tabelou com Bruno Fernandes e foi receber à frente para assistir Cristiano Ronaldo para a reviravolta e o golo n.o 137 de CR7 pela Seleção.
As substituições e os golos mudaram por completo o jogo, os nervos nos alemães cresceram – e Nagelsmann não escapou – e Portugal ficou sempre mais perto do 3-1 do que sofrer o empate, só ameaçado pelo recém-entrado Adeyemi (82m). Fora isso, Conceição quase bisou numa jogada em que encarou sem medo o gigante Jonathan Tah... e não fosse Ter Stegen e isto até podia ter dado goleada: as defesas a Diogo Jota e Francisco Conceição, nos minutos finais, são incríveis.
Numa noite épica, Portugal conquista a quarta vitória em 20 jogos com a Alemanha e está na final da Liga das Nações.
Conceição, 25 anos depois. E Cristiano Ronaldo a dar a volta numa segunda parte épica
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