
Fala, rapaziada! Beleza? Vamos falar de Vascão!
Depois de uma longa pausa para a Data FIFA, o Campeonato Brasileiro voltou no meio de semana, e o Vasco aproveitou o período de preparação para encarar o Botafogo, no Estádio Nilton Santos, pela 29ª rodada. O Gigante da Colina venceu por 2 a 1, em uma atuação convincente, mas acabou tropeçando diante do Remo, em São Januário, na rodada seguinte.
Agora, o foco se divide entre a necessidade de somar pontos no Brasileirão e a expectativa para um dos confrontos mais importantes da temporada: a semifinal continental contra o Boca Juniors, na Argentina.
Vitória sobre o Botafogo e atuação para empolgar

O Vasco foi a campo com sua equipe titular e dominou o Botafogo durante boa parte do primeiro tempo. O gol de Lescano colocou o Cruzmaltino em vantagem, mas o placar poderia ter sido ainda maior antes do intervalo.
Colidio teve grande atuação e quase marcou um golaço. Thiago Mendes também se destacou, mostrando a importância que vem adquirindo no meio-campo vascaíno. O goleiro do Botafogo, por sua vez, foi um dos principais responsáveis por evitar um placar mais elástico.
Mesmo sem Andrés Gómez, o Vasco encontrou boas alternativas. Marino entrou bem, assim como os demais jogadores acionados pelo treinador. David, que entrou no segundo tempo, marcou o segundo gol cruzmaltino.
O Botafogo ainda conseguiu diminuir o placar, mas o Vasco seguiu criando oportunidades. Robert Renan desperdiçou uma chance clara, Souza acertou a trave e os dois times tiveram gols anulados.
Pelo volume de jogo apresentado, a vitória por 2 a 1 acabou saindo barata para o adversário. O resultado foi importante para levar o Vasco aos 34 pontos e permitir um pequeno afastamento da zona de rebaixamento.
Empate com o Remo deixa gosto amargo

Na rodada seguinte, o Vasco recebeu o Remo sabendo da importância de conquistar os três pontos. Uma vitória levaria a equipe aos 37 pontos e permitiria respirar um pouco mais aliviada na luta pela permanência na Série A.
O problema é que o resultado não veio.
Pensando também no compromisso contra o Boca Juniors, o técnico Pedro Emanuel poupou alguns jogadores, entre eles PH, Cuiabano e Souza. Bruno Duarte, que havia sentido uma lesão no confronto contra o Botafogo, também ficou fora. Andrés Gómez voltou de suspensão, mas teve uma atuação muito abaixo do esperado.
O desempenho coletivo foi decepcionante. Thiago Mendes não conseguiu repetir as boas atuações anteriores, Jair não correspondeu na substituição de Souza e Lescano participou pouco da criação das jogadas. Colidio foi um dos poucos que tentaram assumir a responsabilidade, mas também encontrou dificuldades.
O resultado foi um empate sem gols em casa, frustrante para uma torcida que esperava os três pontos.
Apesar da decepção, não há motivo para transformar o tropeço em uma catástrofe. O Vasco chegou aos 35 pontos e ainda tem nove partidas pela frente no calendário do Brasileirão, além do jogo atrasado contra a Chapecoense.
A conta é relativamente simples: conquistar três vitórias e um empate levaria o time aos 45 pontos, marca tradicionalmente utilizada como referência na luta contra o rebaixamento, embora não represente garantia matemática de permanência.
O empate, porém, tirou parte da tranquilidade que o Vasco esperava conquistar antes de se dedicar aos compromissos decisivos nas copas.
Boca Juniors: a oportunidade de voltar ao protagonismo continental
Agora, a atenção se volta para a Argentina. O Vasco encara o Boca Juniors, em La Bombonera, em um confronto que pode representar um passo gigantesco rumo à final continental.
Para o torcedor vascaíno, é uma oportunidade especial. Acostumado nos últimos anos a conviver com a luta contra o rebaixamento e com as dificuldades esportivas, o cruzmaltino volta a viver a expectativa de disputar uma decisão internacional.
O respeito ao Boca Juniors é obrigatório. Estamos falando de uma camisa histórica, de um dos clubes mais tradicionais da América do Sul e de uma torcida que transforma La Bombonera em um ambiente de enorme pressão.
Mas respeitar não significa entrar em campo com medo.
O Boca de hoje não é necessariamente aquele time avassalador do início dos anos 2000, que conquistava títulos continentais com elencos recheados de grandes jogadores. O Vasco precisa acreditar na própria capacidade, competir e aproveitar as oportunidades que aparecerem.
A ausência de Leandro Paredes, apontado na análise como um dos principais jogadores do adversário, pode representar uma vantagem importante para o Cruzmaltino. O argentino tem qualidade técnica e capacidade de organizar o meio-campo, e sua ausência pode alterar a dinâmica da equipe argentina.
Do lado vascaíno, entretanto, também existe uma baixa de peso: Colidio.
Junto com Souza e Thiago Mendes, ele vem formando, na avaliação deste colunista, a espinha dorsal da equipe nas últimas partidas. Robert Renan também merece destaque pelo desempenho recente.
Encontrar um substituto à altura de Colidio será um dos grandes desafios de Pedro Emanuel. Para a vaga de Andrés Gómez, Marino e Adson aparecem como alternativas mais naturais. Já a ausência de Colidio exige uma solução tática capaz de preservar a competitividade da equipe.
A torcida confia no treinador. Mesmo quando precisou trabalhar com menos opções, Pedro Emanuel conseguiu apresentar momentos positivos e manter o time competitivo. Agora, será necessário mostrar novamente sua capacidade de encontrar soluções.
O Vasco tem qualidade para fazer um confronto equilibrado. A missão é entrar em campo com personalidade, respeitar o adversário e entender que uma boa atuação na Argentina pode deixar a decisão completamente aberta para o jogo de volta.
Os milhares de vascaínos que estarão presentes em La Bombonera terão a missão de apoiar do primeiro ao último minuto. Quem estiver no Rio de Janeiro também estará na torcida, sonhando com a classificação.
Que seja uma noite para desfrutar!
O Brasileirão não pode ficar em segundo plano
A empolgação com a semifinal não elimina a responsabilidade de continuar pontuando no Campeonato Brasileiro.
No sábado, o Vasco terá outro compromisso importante, desta vez contra o São Paulo, no Morumbi, às 21h. Inicialmente, poderia ser uma oportunidade para preservar titulares e dar minutagem a jogadores que vêm atuando menos.
O empate diante do Remo, no entanto, aumentou a pressão por um resultado positivo.
O Vasco não pode permitir que os concorrentes diretos na luta contra o rebaixamento voltem a encostar. A equipe precisa continuar somando pontos para evitar que o ambiente de desespero das últimas temporadas volte a tomar conta de São Januário.
O desafio de Pedro Emanuel será administrar o desgaste físico e emocional dos jogadores sem perder competitividade nas duas frentes.
São Januário, Maracanã e mais uma batalha fora de campo
Como se não bastassem os desafios dentro das quatro linhas, o torcedor vascaíno também acompanha uma disputa nos bastidores sobre o estádio que receberá o jogo decisivo da semifinal.
São Januário não atende, segundo o cenário apresentado, à capacidade mínima exigida para a partida. A situação gera questionamentos, principalmente porque o estádio recebeu confrontos de fases anteriores da competição.
O Maracanã seria uma alternativa natural para uma partida desse porte, mas a utilização do estádio envolve divergências entre os clubes responsáveis por sua administração e o Vasco.
A direção cruzmaltina, liderada por Pedrinho, busca uma solução, inclusive pela via judicial. Para o vascaíno, seria ideal que uma partida tão importante fosse disputada em um palco com capacidade para receber um grande público e proporcionar uma atmosfera à altura da semifinal.
O desejo é que a questão seja resolvida o quanto antes, permitindo que o clube concentre suas energias na preparação para o confronto.
Venda da SAF: semana decisiva para o futuro do Vasco
Outro assunto fundamental para o futuro cruzmaltino é a possível venda de participação majoritária da SAF.
Segundo o cenário apresentado, os conselheiros já aprovaram a alteração estatutária que permite a venda de até 90% da SAF, em vez do limite anterior de 70% relacionado ao modelo da negociação com a 777 Partners.
A proposta agora depende da votação dos sócios em Assembleia Geral Extraordinária (AGE), marcada para o dia 23. A votação está prevista para ocorrer das 9h às 21h.
A expectativa é de que os associados decidam se autorizam a operação envolvendo a Almirante Participações.
Para a atual gestão, a negociação representa uma oportunidade de reorganizar o clube e construir um projeto de longo prazo. Para o torcedor, a esperança é que o Vasco encontre uma estrutura financeira e administrativa capaz de devolver ao clube o protagonismo que sua história exige.
Mas é importante lembrar: a aprovação de uma venda, por si só, não garante sucesso esportivo. A execução do projeto, a capacidade de investimento, a governança e o planejamento serão determinantes para que o Vasco possa voltar a brigar regularmente por grandes títulos.
O torcedor merece transparência, responsabilidade e um projeto que transforme expectativas em resultados concretos.
Semana de decisão: que venha o Boca!
O Vasco vive uma semana que pode marcar sua temporada. De um lado, a necessidade de recuperar pontos no Brasileirão; do outro, a possibilidade de dar um passo importante rumo a uma final continental.
O empate contra o Remo deixou um gosto amargo, mas não pode apagar o que a equipe já demonstrou. O desafio agora é corrigir os erros, recuperar a confiança e entrar em campo com a personalidade necessária para enfrentar o Boca Juniors.
Talvez trazer um empate de La Bombonera seja um excelente resultado. Mais importante do que o placar inicial será manter a eliminatória aberta e levar a decisão para o Rio de Janeiro com reais possibilidades de classificação.
Depois, será hora de voltar a pensar no São Paulo e na luta pelos 45 pontos.
O vascaíno passou muito tempo sonhando apenas em escapar do rebaixamento. Agora, tem o direito de sonhar também com uma final continental, sem esquecer as responsabilidades do Campeonato Brasileiro.
Que venha o Boca Juniors! Que venha o São Paulo!
Aqui é Vasco!
Saudações vascaínas!
Notícias da Colina
Por Felipe Rodrigues
Fotos: Alexandre Durão
Vitor Silva/Flickr.com Botafogo




