
Benfica estreia-se na fase de liga da Liga Europa 2026/27 num grupo exigente com AC Milan, AZ Alkmaar, Celtic, Lech Poznań e OFI Creta; deslocações a Milão, Plzeň, Nicósia e Nijmegen prometem testar a profundidade do plantel de Rúben Amorim e o poder de fogo de Gonçalo Ramos.
Benfica entre gigantes e incógnitas na fase de liga da Liga Europa
Benfica ficou integrado num grupo competitivo na fase de liga da Liga Europa 2026/27, onde vai medir forças com AC Milan, AZ Alkmaar, Celtic, Lech Poznań e OFI Creta. A equipa de Rúben Amorim estreia-se nesta nova fase com desafios imediatos, tanto pela qualidade dos adversários como pelo calendário apertado de deslocações.
Composição do grupo e confrontos em casa/fora
Benfica joga em casa com AZ Alkmaar (Países Baixos), Celtic (Escócia), Lech Poznań (Polónia) e OFI Creta (Grécia). As partidas fora são contra AC Milan (Itália), Viktoria Plzeň (República Checa), Omonia (Chipre) e NEC (Países Baixos/Nijmegen). Ter de gerir jogos contra rivais físicos, técnicos e tacticamente diversos exige resposta coletiva e opções de banco de qualidade.
Calendário da fase de liga
16–17 de setembro — 1.ª jornada 15 de outubro — 2.ª jornada 22 de outubro — 3.ª jornada 5 de novembro — 4.ª jornada 26 de novembro — 5.ª jornada 10 de dezembro — 6.ª jornada 21 de janeiro de 2027 — 7.ª jornada 28 de janeiro de 2027 — 8.ª jornada
Formato e implicações desportivas
Os oito primeiros classificados no quadro da fase de liga avançam diretamente para os oitavos de final. As equipas classificadas entre o 9.º e o 24.º lugar disputam um play-off de acesso aos oitavos. As formações entre o 25.º e o 36.º lugar ficam eliminadas. Isso torna cada ponto valioso: o objetivo imediato do Benfica tem de ser assegurar uma posição entre os primeiros oito para evitar complicações nas eliminatórias.
Análise: desafios práticos e tácticos
Enfrentar o AC Milan fora é o teste mais claro à ambição europeia do Benfica: os italianos combinam experiência e individualidades que exigem atenção defensiva e criatividade ofensiva. Celtic e AZ são adversários que pressionam alto e exploram transições rápidas — serão jogos onde a gestão do meio-campo e a solidez defensiva de Rúben Amorim serão cruciais. Lech Poznań e OFI Creta representam armadilhas típicas destas fases: equipas menos mediáticas mas competitivas, capazes de complicar a vida num calendário sobrecarregado.
O papel de Rúben Amorim e Gonçalo Ramos
Rúben Amorim enfrenta o desafio de gerir o esforço entre campeonato e Europa, rotacionando sem perder identidade tática. Gonçalo Ramos mantém-se peça central no ataque: a sua capacidade de decidir jogos e abrir espaços para os colegas será determinante em jornadas-chave em casa. A profundidade do plantel e a resposta dos suplentes serão provavelmente o diferencial entre lutar pela qualificação direta ou jogar o play-off.
O que pode mudar a dinâmica do Benfica
Vitórias em casa contra Celtic e AZ seriam um trampolim psicológico e pontual. Conquistar pontos fora — sobretudo em Milão ou em Plzeň — elevaria as hipóteses de terminar no top 8. Lesões, calendário nacional e rotatividade serão fatores que Amorim terá de antecipar para manter a equipa competitiva em janeiro.
Conclusão: ambição com cautela
O sorteio colocou o Benfica numa rota que testa ambição e profundidade. A ideia é clara: garantir a solidez nas partidas caseiras, minimizar danos nas deslocações e chegar às últimas jornadas com margem suficiente para assegurar um lugar direto nos oitavos. Se Amorim acertar na gestão do elenco e Gonçalo Ramos fizer o que se espera, o Benfica tem argumentos para não se limitar a participar — tem condições para impor-se.
Jornal O Minho



