
Copa Rio 2026: chaveamento definido e promessa de drama desde a primeira fase
Por Sérgio Nascimento
A FERJ colocou no papel o caminho da Copa Rio 2026 — mas, como todo bom torneio carioca, o desenho do chaveamento é só o começo de uma história que tende a fugir do roteiro.
Serão 24 clubes na disputa, reunindo forças da Série A, A2, B1 e B2. Todos chegam credenciados pelo desempenho nos estaduais de 2025, mas, daqui em diante, currículo não entra em campo.
O formato é direto: Primeira Fase, Oitavas, Quartas, Semifinais e Final. Os clubes da elite entram nas oitavas, enquanto os demais precisam atravessar o caminho mais longo — e mais perigoso.
É na fase inicial que o torneio começa a mostrar sua cara.
Cabofriense encara o Bonsucesso de olho no Madureira.
Americano e Macaé duelam mirando a Portuguesa.
Araruama e São Cristóvão disputam vaga contra o Boavista.
Pérolas Negras e Santa Cruz brigam para enfrentar o Maricá.
América e Goytacaz jogam pensando no Nova Iguaçu.
Olaria e Duque de Caxias travam confronto para chegar ao Bangu.
São Gonçalo e Serrano lutam por um encontro com o Volta Redonda.
Resende e Belford Roxo fecham a primeira fase mirando o Sampaio Corrêa.
No meio desse cenário, um ponto chama atenção: a Portuguesa da Ilha entra como atual campeã. Em torneio curto, isso pesa — seja como vantagem de quem já conhece o caminho, seja como pressão de quem vira o principal alvo.
A Copa Rio costuma ignorar favoritismos. Aqui, tradição ajuda, mas não resolve. O que define mesmo é quem suporta melhor o jogo, o ambiente e o momento.
Quando a bola rolar, o chaveamento deixa de ser desenho e vira disputa real. E, nesse tipo de competição, quase sempre sobra emoção — e falta lógica.

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📌 Destaque:
A atual campeã Portuguesa da Ilha entra direto nas oitavas e pode reencontrar adversários embalados desde a fase inicial.




