
Botafogo mostra reação sob Franclim Carvalho, que em um mês soma cinco vitórias em nove jogos e recuperou peças como Arthur Cabral e Neto; desempenho na Copa Sul-Americana é promissor, mas o Brasileirão preocupa — duelo contra Atlético-MG, domingo às 16h em Belo Horizonte, pode ser decisivo para afastar o time da zona de risco.
Situação geral: números e contexto
Botafogo vive fase de acalmia tática e resultados desde a chegada de Franclim Carvalho. Em nove partidas, são cinco vitórias, três empates e apenas uma derrota. O time marcou 19 gols e sofreu 11, sinais claros de evolução ofensiva e defensiva.
No entanto, a leitura por competição é desigual. Na Copa Sul-Americana o aproveitamento é alto (três vitórias e um empate). No Brasileiro, o rendimento caiu: uma vitória, dois empates e uma derrota, com aproveitamento próximo a 41,6%. Com 17 pontos, o clube ocupa o 10º lugar — apenas dois pontos acima do Z-4 — e o confronto com Atlético-MG assume caráter de prova de fogo.
O trabalho de Franclim Carvalho
Franclim trouxe organização e recuperação de jogadores. Arthur Cabral reencontrou o gol, Montoro retornou ao time titular e Neto, que treinava em separado, reassumiu a meta como titular. Essas decisões deram mais segurança coletiva e deram ao time identidade mais próxima do que a torcida esperava.
Taticamente, o time ganhou compactação sem abrir mão da verticalidade. A transição ofensiva melhorou e a defesa mostra menos rupturas, ainda que os tropeços em casa acendam um sinal de alerta.

Pontos fortes
Pressão alta controlada e maior eficiência nas chances criadas. Recuperação de atletas-chave que pareciam em baixa. Resultado: avanço consistente na Sul-Americana e melhoria geral no padrão de jogo.
Pontos fracos
Dependência do fator casa ficou exposta: sete dos nove jogos foram no Nilton Santos, com deslizes importantes — derrota para o Remo e empates contra Coritiba e Caracas. Fora de casa o elenco ainda precisa provar que mantém a mesma consistência.
Brasileirão em foco: por que o jogo contra Atlético-MG é decisivo
Enfrentar o Atlético-MG, no domingo às 16h em Belo Horizonte, é um teste de maturidade. Uma vitória pode catapultar o Botafogo para uma sequência mais tranquila e aumentar a margem para a zona de rebaixamento. Uma derrota, por outro lado, reacenderia dúvidas sobre homogeneidade do elenco e capacidade de competir em tabelas longas.
O Atlético-MG apresenta força ofensiva e exigirá do Botafogo compactação, transições rápidas e gestão de bola em momentos de pressão. Ser pragmático sem perder horizontes ofensivos será a chave.
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O que isso significa e próximos passos
A curto prazo, Franclim precisa transformar a evolução em regularidade no Brasileirão. Ajustes na rotação de elenco, manutenção do ritmo físico e soluções para evitar dependência excessiva do Nilton Santos serão determinantes.
A médio prazo, a classificação confortável na Sul-Americana libera energia para o Brasileirão, mas só a sequência de resultados fora e em casa consolidará a recuperação. O técnico já mostrou capacidade de recuperar jogadores e dar identidade ao time; agora cabe ao elenco provar que a melhora é estrutural, não apenas um lampejo.
Conclusão: expectativa com cautela
Botafogo está em trajetória de melhora e mais equilibrado que nas últimas fases do ano, mas não está livre de riscos. O duelo com Atlético-MG é a primeira grande janela para avaliar se a gestão técnica de Franclim Carvalho tem pernas longas ou precisa de ajustes imediatos. A aposta em recuperação de peças é inteligente; a urgência é converter isso em pontos no Brasileiro.
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