
Seis dos oito brasileiros avançaram às oitavas em Margaret River na segunda etapa da WSL 2026, com performances sólidas de Yago Dora, Gabriel Medina, Italo Ferreira e os irmãos Pupo — enquanto Filipe Toledo e Alejo Muniz foram eliminados. Yago venceu uma bateria polêmica por possível interferência, mas a vitória seguiu confirmada, realçando a profundidade e a confiança do Brazilian Storm no início da temporada.
Brasileiros dominam as oitavas em Margaret River
Margaret River virou palco de afirmação para o Brazilian Storm na segunda etapa da WSL 2026. Seis dos oito representantes do Brasil avançaram às oitavas de final, consolidando peso coletivo e individual na disputa pelo título mundial. A campanha pega sequência após o triunfo de Miguel Pupo em Bells Beach, e o desempenho aqui confirma que o país chega na Austrália embalado.

Destaques do dia
Yago Dora venceu uma bateria tensa contra Jacob Willcox por 13.67 a 12.93; a disputa teve discussão após Yago pedir interferência, negada pelos juízes. Gabriel Medina e Italo Ferreira também cumpriram o esperado, superando Alan Cleland (13.16 x 8.50) e Ramzi Boukhiam (13.47 x 13.33), respectivamente. Miguel Pupo, de lycra amarela pela primeira vez, confirmou o favoritismo contra Morgan Cibilic (12.83 x 6.90). Samuel Pupo foi o mais contundente: 15.50 a 7.17 sobre Cole Houshmand.
Resultados-chave da 2ª rodada
Samuel Pupo (BRA) 15.50 x Cole Housmand (EUA) 7.17
Kanoa Igarashi (JAP) 15.23 x Eli Hanneman (HAV) 11.67
Liam O'Brien (AUS) 14.00 x Jordy Smith (AFR) 9.47
Joel Vaughan (AUS) 12.67 x Barron Mamiya (HAV) 11.66
Crosby Colapinto (EUA) 14.37 x Marco Mignot (FRA) 12.03
Griffin Colapinto (EUA) 14.10 x Jack Thomas (AUS) 10.94
Gabriel Medina (BRA) 13.16 x Alan Cleland (MEX) 8.50
Jack Robinson (AUS) 13.97 x Kauli Vaast (FRA) 13.60
Yago Dora (BRA) 13.67 x Jacob Willcox (AUS) 12.93
Connor O'Leary (JPN) 13.34 x Rio Waida (IND) 10.80
George Pittar (AUS) 14.90 x Filipe Toledo (BRA) 14.03
Leonardo Fioravanti (ITA) 12.00 x Seth Moniz (HAV) 11.34
Italo Ferreira (BRA) 13.47 x Ramzi Boukhiam (MAR) 13.33
Jake Marshall (EUA) 12.00 x João Chianca (BRA) 12.70
Ethan Ewing (AUS) 11.64 x Alejo Muniz (BRA) 7.93
Miguel Pupo (BRA) 12.83 x Morgan Cibilic (AUS) 6.90
Oitavas de final — confrontos definidos
Samuel Pupo (BRA) x Kanoa Igarashi (JAP)
Liam O'Brien (AUS) x Joel Vaughan (AUS)
Crosby Colapinto (EUA) x Griffin Colapinto (EUA)
Gabriel Medina (BRA) x Jack Robinson (AUS)
Yago Dora (BRA) x Connor O'Leary (JPN)
George Pittar (AUS) x Leonardo Fioravanti (ITA)
Italo Ferreira (BRA) x João Chianca (BRA)
Miguel Pupo (BRA) x Ethan Ewing (AUS)
Análise tática e física
O que fica claro é a combinação de técnica refinada e leitura de ondas do grupo brasileiro. Samuel e Miguel demonstraram controle nas escolhas de ondas e gestão de prioridades em baterias. Yago mostrou agressividade e frieza em momentos decisivos, mesmo com a controvérsia — comportamento que pode pesar nos rounds eliminatórios. Por outro lado, derrotas de Filipe Toledo e Alejo Muniz evidenciam que margem de erro em ondas difíceis é pequena: qualquer deslize é capitalizado pelos anfitriões.
O que isso significa para a temporada
A presença massiva do Brasil nas fases eliminatórias fortalece a narrativa de que o título seguirá sendo disputado por múltiplos nomes do país. Vitória de Miguel em Bells Beach e sequência em Margaret River criam momentum psicológico importante. Se jogadores-chave mantiverem consistência em ondas de força e confronto direto, os pontos poderão catapultar nomes como Medina, Italo e Yago rumo às fases decisivas do circuito.
O que observar nas próximas fases
Como Yago Dora lidará com a pressão após a bateria controversa.
A leitura de ondas de Samuel e Miguel frente a adversários tecnicamente sólidos como Kanoa e Ethan Ewing.
Duelo interno entre Italo e João Chianca: intensidade, estratégia e consequências para a confiança do grupo.
Recuperação técnica e mental de Filipe Toledo nas etapas seguintes.
Conclusão
Margaret River confirmou que o desempenho brasileiro não foi acaso. A profundidade do elenco e a capacidade de vencer em condições adversas são sinais claros de competitividade para a temporada. As oitavas prometem confrontos de alto nível; a chave para os brasileiros será manter escolhas de ondas inteligentes e controlar o emocional quando as baterias apertarem.
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