
Fluminense vive uma crise ofensiva pós-parada da Copa: em cinco jogos o time marcou só três gols, com Hulk único atacante a balançar a rede — num pênalti — enquanto as contratações mais caras e as opções de velocidade, de Castillo a John Kennedy, não resolveram. A pressão sobre Luis Zubeldía e a necessidade de reforços táticos ou de mercado aumentam.
Crise ofensiva do Fluminense após a pausa da Copa
Fluminense soma cinco jogos sem vitória desde a parada da Copa do Mundo e marcou apenas três gols nesse período. A produção ofensiva evaporou: criação limitada, finalizações erráticas e atacantes frequentemente abaixo do esperado. O panorama expõe fragilidades que vão além de uma fase ruim — é um problema estrutural momentâneo que exige intervenção imediata.
Quem tem falhado no ataque
Hulk: experiência que não basta
Hulk é o único atacante do elenco a marcar nesse período, num pênalti contra o Grêmio. Mesmo assim, perdeu chances claras e chegou a ser vaiado. Sua presença segue importante pelo peso e liderança, mas o declínio do centroavante em espaços reduzidos exige soluções táticas.
Canobbio e o desequilíbrio
Canobbio foi o único a atuar nas cinco partidas, mas sem gols. Participação constante não se traduziu em impacto ofensivo decisivo, apontando para problemas de objetividade e finalização nas opções de ponta.
Entorse no joelho tira John Kennedy do Fluminense às vésperas das oitavas da Libertadores
John Kennedy: artilheiro com problemas de continuidade
Artilheiro do elenco na temporada, John Kennedy teve jogos fora por suspensão e agora se recupera de lesão no joelho direito. Sua oscilação entre boas fases e ausências reduz significativamente as alternativas para o ataque.

Savarino, Soteldo e Serna: rendimento aquém
Savarino e Soteldo não repetiram o desempenho esperado; o venezuelano teve oportunidades e não marcou, enquanto Soteldo atuou mais como opção de banco. Serna não conseguiu aproveitar chances nem entrar com impacto quando solicitado.
Germán Cano e Rodrigo Castillo: problemas de adaptação
Germán Cano, ídolo do clube, vive momento difícil e pouco acrescentou nas recentes entradas. Rodrigo Castillo, contratação mais cara do clube, ainda não justificou o investimento: enfrentou adaptação, lesão muscular e hoje figura atrás de colegas na hierarquia ofensiva.
Como Zubeldía tem escalado o setor ofensivo
Treinador Luis Zubeldía rodou o ataque em busca de respostas, combinando Hulk, Canobbio, John Kennedy, Cano, Savarino, Soteldo e Serna em diferentes jogos. Mesmo com variações táticas, faltou consistência coletiva e finalizações de qualidade. A rotação expõe um problema: não há um perfil de atacante que imponha presença e converta oportunidades com regularidade.
Panorama dos últimos jogos
Fluminense 1 x 1 Bragantino — gol: Igancio Grêmio 1 x 1 Fluminense — gol: Hulk (pênalti) Fluminense 0 x 0 Bahia Vasco 0 x 0 Fluminense Fluminense 1 x 3 Vasco — gol: Martinelli
O que isso significa e próximos passos
A limitação ofensiva reduz a margem de erro do elenco no Brasileirão e amplia pressão sobre diretoria e comissão técnica. Consequências práticas: necessidade de readaptar a estratégia de jogo para gerar chances mais claras, acelerar a recuperação e retorno de peças como John Kennedy, e decidir com critério o uso de Castillo e Cano. No mercado, uma contratação pontual de mobilidade ou um centroavante referência já se mostra uma opção lógica, mas ajustes táticos imediatos podem mitigar a crise.
O que observar nas próximas partidas
Desempenho coletivo na criação de jogadas, aproveitamento nas poucas chances criadas e a condição física de atacantes-chave. Se os números ofensivos não melhorarem, a pressão por mudanças no esquema ou reforços deverá aumentar consideravelmente.
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