
FIFA prepara a segunda edição ampliada do Mundial de Clubes para 2029, com Marrocos como candidato provável e o formato de 32 times mantido. A CONMEBOL terá seis vagas; Flamengo já está classificado como último campeão da Libertadores, enquanto Palmeiras, São Paulo e Botafogo brigam pelas cinco vagas restantes via ranking acumulado de 2025–2028.
Mundial de Clubes da FIFA 2029: cenário e confirmação
A FIFA deu sinal verde para uma nova edição do Mundial de Clubes em 2029, repetindo o formato de 32 equipes que transformou o torneio em espetáculo global. Marrocos surge como o principal candidato a sede, ainda que a confirmação oficial fique por parte da entidade. O modelo amplia a importância das competições continentais como caminho direto ao evento.
Formato e vagas da CONMEBOL
O torneio manterá 32 clubes e reservará seis vagas para a América do Sul. Flamengo já ocupa uma dessas vagas por ter sido o último campeão da Copa Libertadores, deixando cinco vagas em aberto para os demais clubes sul-americanos. O critério de classificação replica o usado na edição anterior: pontuação acumulada a partir da fase de grupos da Libertadores ao longo do ciclo 2025–2028.

Como funciona o ranking da CONMEBOL
Os clubes somarão pontos a partir da fase de grupos da Libertadores: três pontos por vitória, um por empate e três pontos adicionais por avançar de fase. O ciclo de avaliação vai de 2025 a 2028, e os dois clubes melhor colocados no ranking que não sejam campeões obterão vaga direta. Essa metodologia premia regularidade ao longo de quatro temporadas, não apenas campanhas isoladas.
Limites por país e implicações para o futebol brasileiro
Regra crucial: nenhum país poderá ter mais de dois representantes, exceto no caso de clubes que entrem como campeões. Isso altera o cálculo para grandes federações como a brasileira. Mesmo com vários clubes pontuando bem na Libertadores, o teto nacional pode impedir que três ou mais times do mesmo país se classifiquem, a não ser que um deles seja campeão continental — cenário que preserva a presença de vencedores como exceção.
Quem está na briga
Com o Flamengo já assegurado, Palmeiras, São Paulo e Botafogo são referências óbvias na disputa pelas vagas restantes. A batalha vai privilegiar desempenho consistente nas fases de grupos e avanços na Libertadores ao longo do ciclo, transformando cada ponto numa moeda valiosa rumo ao Mundial.
O que isso significa para clubes e calendário
A fórmula altera prioridades: a fase de grupos da Libertadores ganha peso estratégico maior, estimulando clubes a colocar equipes competitivas desde o início. Para clubes com elencos curtos, a necessidade de buscar vitórias e avanços pode forçar escolhas entre competições domésticas e continentais. Para as equipes com estrutura e elenco profundo, a nova ordem aumenta as chances de recompensa internacional e exposição global.
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Impacto tático e de planejamento
Técnicos e diretores esportivos precisarão gerir rotações e reforços com visão de longo prazo. A ênfase na regularidade favorece projetos sustentáveis e investimentos em base e elenco. Clubes que se adaptarem ao calendário e priorizarem a Libertadores desde a fase de grupos terão vantagem clara na corrida por uma vaga direta ao Mundial.
Próximos passos e cenário até 2029
O ciclo de classificação segue até o fim de 2028, quando o ranking final definirá os classificados. A confirmação oficial da sede e detalhes operacionais dependerão de anúncios da FIFA, mas a direção está traçada: mais importância à consistência continental e um Mundial ampliado que reforça o calendário internacional de clubes.
Conclusão — por que isso importa
O modelo premiará clubes capazes de manter alto nível por várias temporadas, beneficiando estruturas sólidas. Para o torcedor, significa mais jogos com implicações reais já nas fases iniciais da Libertadores. Para o futebol brasileiro, é um teste de profundidade de elenco e gestão — e uma chance de consolidar presença num palco global que, agora, valoriza quem é regular e persistente.
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