
Brasil encerrou a incrível invencibilidade de 39 partidas da Itália ao vencer por 3-2 (25/15, 25/22, 21/25, 24/26, 15/12) na Liga das Nações, no Nilson Nelson, em Brasília — triunfo que reafirma preparo e coração da seleção brasileira diante das campeãs olímpicas.
Brasil vence Itália e interrompe sequência de 39 jogos invictos
Brasil derrotou a Itália por 3 a 2 na Liga das Nações, em Brasília, em um confronto entre as duas equipes que chegavam com 100% de aproveitamento. Parciais de 25/15, 25/22, 21/25, 24/26 e 15/12. Vitória que tem peso simbólico e competitivo: derrubar as campeãs olímpicas e atuais donas da competição.
Como o jogo se desenrolou
O Brasil dominou o primeiro set com eficiência ofensiva e pouca margem de erro, liderado por Ana Cristina. A equipe fechou a parcial em 25/15 exibindo alto aproveitamento no contra-ataque e bloqueio consistente. No segundo set, o Brasil manteve o controle, com atuações decisivas de Júlia Bergmann e Júlia Kudiess, fechando em 25/22 e abrindo 2 a 0. A Itália reagiu no terceiro e no quarto sets graças à oposta Ekaterina Antropova, que virou o duelo com uma sequência de ataques e pontuações nos momentos decisivos, levando a partida ao tie-break.

Tie-break e decisão
No set decisivo, o Brasil reapareceu mais equilibrado emocionalmente, controlando a pressão nos momentos finais. A seleção manteve a eficiência no saque e evitou erros-chave, fechando em 15/12 e garantindo o triunfo diante da torcida no Nilson Nelson.
Destaques individuais
Ana Cristina apareceu como destaque inicial, sendo agressiva no ataque e imprimindo ritmo ao jogo. Júlia Bergmann e Júlia Kudiess foram fundamentais na recuperação e manutenção da liderança no segundo set. Ekaterina Antropova foi a voz de reação da Itália, provando por que as italianas são campeãs olímpicas: clutch e ofensivas nos momentos em que o time precisava.
Análise tática e significado do resultado
A vitória confirma que o Brasil tem arma ofensiva variada e capacidade de controlar momentos decisivos contra adversários de alto nível. A alternância entre pontos de rede e jogadas rápidas desequilibrou a Itália no começo. A recuperação italiana expôs vulnerabilidades brasileiras: lapsos de concentração e erros nos momentos finais de sets longos. No entanto, a capacidade de reagir no tie-break mostra evolução mental e preparo físico do time anfitrião. Interromper 39 partidas de invencibilidade não é só estatística — é um teste de caráter que o Brasil passou. Para a Itália, o resultado evidencia que, embora ainda dominante, há pressão e ajustes necessários em partidas renhidas.
O que vem a seguir
O Brasil volta à quadra na próxima quinta-feira, quando enfrenta a Bélgica às 10h. O resultado em Brasília dá confiança e coloca a seleção em posição psicológica favorável, mas manter consistência será essencial para sustentar a campanha na Liga das Nações.
Conclusão
Vitória emblemática e merecida do Brasil: um jogo que confirma talentos individuais, crescente maturidade coletiva e a capacidade de bater adversários de elite sob pressão. A seleção sai reforçada em confiança; a missão agora é transformar esse momento em regularidade nas próximas rodadas.
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