
Ben Shelton, 10º do mundo e campeão do Masters 1000 no ano passado, derrotou João Fonseca e avançou às quartas em Montreal, mantendo-se como o último Top 10 em disputa num chaveamento marcado por surpresas. Shelton agora aguarda o vencedor de Van de Zandschulp x Mensik em busca da semifinal.
Shelton avança às quartas em Montreal e reforça status de favorito
Ben Shelton (10º) venceu João Fonseca (27º) neste domingo e carimbou vaga nas quartas de final do Masters 1000 em Montreal. A vitória confirma a consistência do americano em torneios de nível Masters, especialmente na alternância Toronto–Montreal que marca o calendário canadense.
Como foi a partida
Shelton precisou suar para superar Fonseca, que vinha embalado após eliminar Casper Ruud (9º) na rodada anterior. O confronto teve momentos de alta intensidade, com Shelton impondo seu jogo de potência e mobilidade nos pontos decisivos, enquanto Fonseca apostou em variações e tentativa de controlar o ritmo. No fim, a capacidade do americano de elevar o nível nos games importantes fez a diferença.
O que a vitória significa
Ser o único Top 10 remanescente transmite a responsabilidade de favorito, mas também evidencia a resiliência de Shelton diante de uma chave cheia de reviravoltas. Para Fonseca, o resultado não apaga uma campanha de projeção: eliminar um top-10 como Ruud e pressionar um jogador como Shelton em um Masters é um indicativo claro de crescimento.
Próximo adversário e cenários
Shelton enfrentará o vencedor da sessão noturna entre Botic van de Zandschulp (70º) e Jakub Mensik (17º). Cada opção traz desafios distintos: Van de Zandschulp oferece experiência e resposta defensiva, enquanto Mensik combina explosão e consistência — exigências diferentes para a estratégia de Shelton.
Análise tática e implicações
A campanha de Shelton até aqui ressalta pontos fortes já conhecidos: saque pesado, transição agressiva e movimentação que compensa eventuais oscilações do backhand. Se mantiver esse padrão nos pontos-chave, tende a ser difícil de ser derrubado em Montreal. Por outro lado, o torneio mostra que qualquer deslize rende surpresas; a margem de erro em Masters é cada vez menor.
O que vem a seguir
A próxima partida dirá se Shelton sustenta o favoritismo até as fases finais ou se a dança das eliminações continuará a abrir caminho para uma surpresa. Para o público, a permanência do americano alimenta a narrativa de um candidato sólido ao título, enquanto jogadores como Fonseca comprovam que a nova geração tem fôlego para desafiar os nomes estabelecidos.
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