
Vanderlei Luxemburgo defende deslocar Lucas Paquetá para uma função mais recuada no meio, discordando da opção de Leonardo Jardim de avançá‑lo e abri‑lo pela direita. Luxa compara Paquetá a Danilo, do Botafogo, e acredita que, jogando como segundo volante, o camisa 20 pode alcançar nível superior e se tornar peça-chave no esquema do Flamengo.
Luxemburgo quer Paquetá recuado; Jardim mantém opção ofensiva
Lucas Paquetá voltou a ser tema tático após a vitória do Flamengo por 3 a 1 sobre o Santos. Vanderlei Luxemburgo defendeu publicamente que o meia rende mais como segundo volante ou num papel recuado no meio-campo, em oposição à fixação de Leonardo Jardim em utilizá‑lo adiantado e caindo pela direita. A ideia é explorar força, técnica e leitura de jogo de Paquetá chegando de trás, numa função semelhante à de Danilo, do Botafogo.
O que Luxemburgo vê em Paquetá
Luxemburgo aponta que Paquetá não é o jogador cuja missão é finalizar continuamente — papel que, por exemplo, corresponde mais a Arrascaeta no time. Na avaliação do ex‑técnico, o camisa 20 tem condicionamento físico e visão para atuar vindo por trás, ganhar superioridade numérica no miolo e organizar transições com mais liberdade.
Paquetá: preferência clara, mas disponível
Após a partida, Paquetá confirmou que se sente mais confortável jogando centralizado, embora reafirme disponibilidade para cumprir ordens táticas de Jardim. Ele lembrou ter experiência como segundo volante, inclusive em Copa do Mundo, o que reforça a plausibilidade da adaptação proposta por Luxemburgo.

Implicações táticas para o Flamengo
Se o Flamengo optar por recuar Paquetá, o time pode ganhar controle de jogo no meio e maior capacidade de circulação entre linhas. Um Paquetá vindo de trás tende a enxergar melhor os movimentos à frente e a participar mais na criação do que simplesmente na finalização. Essa mudança exigiria reposicionamento dos alas e, possivelmente, de um mediocentro mais fixo para equilibrar a equipe defensivamente.
Mesmo após vitória contra o Santos, Flamengo ainda segue sem identidade em 2026
Concorrência e opções no elenco
Com Jorginho e Erick Pulgar lesionados, Paquetá e Nicolás De La Cruz despontam como as principais opções para a vaga de segundo volante, com Everton Araújo voltado para funções de marcação. A escolha passa por avaliar quem oferece melhor equilíbrio entre construção e cobertura — ponto em que Paquetá pode acrescentar qualidade técnica, mas também demandaria ajustes coletivos.
O que isso significa para Paquetá e para o Flamengo
Mover Paquetá para uma posição mais recuada pode redefinir sua temporada: em tese, maximiza atributos de leitura de jogo e chegada ao ataque, ao mesmo tempo que preserva a organização ofensiva de quem joga mais à frente. Para Jardim, a decisão é sintomática de um dilema maior: como conciliar talentos criativos com a necessidade de equilíbrio defensivo sem perder a verticalidade.
Próximos passos e observações
O teste real será na próxima sequência de jogos: a implementação exigirá treinamento tático e ajuste de funções dos meias e alas. Se bem-sucedida, a mudança pode não só otimizar o rendimento individual de Paquetá, mas também oferecer ao Flamengo uma alternativa de controle de jogo que faltou em momentos pontuais até aqui.
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