
Vasco cedeu empate nos acréscimos com o Remo e ampliou um padrão de gols sofridos no final que já custou sete pontos no Campeonato Brasileiro. Sob Renato Gaúcho, o time mostra poder ofensivo, mas falhas de concentração e problemas em bolas paradas expõem fragilidade defensiva que precisa ser corrigida antes do duelo da Copa Sul-Americana contra o Audax Italiano.
Vasco empata com o Remo e repete problema de final de jogo
O Vasco saiu de campo com um 1 a 1 contra o Remo após sofrer o gol nos minutos finais, mantando uma sequênca de partidas em que cede pontos tardiamente. A equipe de Renato Gaúcho vencia até os 38 minutos do segundo tempo quando, em cobrança de falta na área, Marllon subiu entre Robert Renan e Saldivia para empatar.
Como foi o gol decisivo
O empate do Remo nasceu de bola parada na área vascaína. A falha na marcação e o posicionamento defensivo foram determinantes: Marllon aproveitou o espaço entre os zagueiros para cabecear e igualar o placar, frustrando o Gigante da Colina nos acréscimos.
Padrão preocupante: sete pontos perdidos em quatro jogos
Nos últimos quatro jogos pelo Campeonato Brasileiro o Vasco somou derrotas e empates nos instantes finais: empate com o Cruzeiro (gol sofrido aos 49 minutos), perda de pontos diante do Botafogo (virada aos 34 do segundo tempo) e empate com o Coritiba (gol aos 45 minutos, contra de Saldivia após desvio). No total, esses episódios resultaram em sete pontos deixados pelo caminho.

Por que isso importa
Ceder gols nos acréscimos não é apenas azar: aponta para questões de organização, controle emocional e eficiência nas transições defensivas. Em competições equilibradas como o Brasileiro, pontos perdidos dessa forma corroem confiança e podem determinar objetivos de temporada. Para Renato Gaúcho, é um desafio de gestão de jogo e de escolhas — especialmente no manejo de substituições e instruções nas bolas paradas.
Aspectos táticos e necessidades de ajuste
O Vasco mostra potencial ofensivo — criou chances e tem atacantes capazes de definir jogos — mas sofre em momentos-chave defensivos. As causas aparentes: dificuldade de marcação em jogadas aéreas, posicionamento em frente à área e possíveis lapsos de comunicação entre zaga e laterais. Treinos específicos em bola parada e revisão das rotinas de substituição são medidas imediatas que o clube deve priorizar.
Impacto no elenco e confiança
A sequência de resultados recentes pode cobrar emocionalmente do elenco. Jogadores como Brenner e os atacantes têm exercido função decisiva, mas a defesa precisa recuperar segurança. A própria necessidade de mostrar reação injeta pressão sobre o técnico e sobre as escolhas táticas nas próximas partidas.
Próximo compromisso: Copa Sul-Americana contra Audax Italiano
O Vasco volta a campo na terça-feira (14), às 21h, em São Januário, pela Copa Sul-Americana diante do Audax Italiano. O confronto oferece oportunidade de reset: um resultado positivo pode recuperar moral e permitir ajustes sem a imediata pressão do Campeonato Brasileiro. Ao mesmo tempo, é chance para Renato Gaúcho testar soluções defensivas e rodar peças do elenco.
O que observar nas próximas semanas
Fique atento a três pontos-chave: comportamento nas bolas paradas, gestão de minutos dos titulares e respostas táticas às situações de fechamento de jogo. Se o Vasco corrigir esses pontos, pode transformar capacidade ofensiva em vitórias sustentáveis; caso contrário, seguirá perdendo pontos em circunstâncias evitáveis.
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