
Vasco negocia a contratação de Raphael Rezende, ex-head scout do Botafogo, para um cargo de gestor que ligaria a diretoria ao departamento de scouting. Oferta inicial foi recusada, mas conversas continuam e a diretoria espera apresentar nova proposta antes da pausa para a Copa do Mundo.
Vasco negocia contratação de Raphael Rezende
A diretoria do Vasco está em tratativas avançadas para trazer Raphael Rezende como gestor de futebol, uma função inédita no organograma do clube. O acerto envolveria um papel de ponte entre o diretor executivo de futebol, Admar Lopes, e o head scout, Daniel Brito. A primeira proposta foi recusada; o clube mantém as negociações com a expectativa de um novo movimento antes da pausa para a Copa do Mundo.
O que faria o novo gestor?
O cargo proposto colocaria Raphael Rezende como elo operacional entre planejamento estratégico e prospecção técnica. Isso inclui alinhar prioridades de contratação, traduzir informações do scouting para decisões executivas e organizar relatórios que informem o planejamento esportivo. Em teoria, a função busca reduzir ruídos entre diretoria e scouting e acelerar decisões no mercado.
Por que é uma mudança relevante para o Vasco
A criação de um gestor contratado externamente indica que o Vasco quer profissionalizar processos internos e dar mais agilidade ao recrutamento. Em clubes que adotam estruturas similares, esse profissional costuma melhorar a coerência entre visões técnicas e limitações orçamentárias. Para o Vasco, pode significar contratações mais alinhadas e melhor aproveitamento do departamento de olheiros.
Trajetória de Raphael Rezende
Raphael construiu sua carreira no mercado de mídia e scouting, assumindo posição de destaque como head scout do Botafogo entre janeiro de 2022 e fevereiro de 2024. Profissional com experiência em avaliação de perfis e coordenação de levantamentos, foi desligado do clube em meio a ajustes financeiros. Seu histórico técnico é visto como compatível com a proposta de atuar como gestor no Vasco.
Análise: potencial ganhos e riscos
A chegada de Raphael poderia profissionalizar a comunicação interna e melhorar a assertividade das contratações — ganhos importantes para um clube que busca eficiência em um mercado concorrido. O risco está na definição clara de responsabilidades com Admar Lopes e Daniel Brito: sobreposição de funções ou falta de autonomia podem minar o objetivo. Sucesso dependerá de mandatos bem desenhados e apoio da direção.
Próximos passos e calendário
As conversas seguem e há expectativa de uma nova proposta antes da pausa para a Copa do Mundo. Se o acordo avançar, o impacto será observado já na janela seguinte, com possíveis mudanças nas prioridades de scouting e nas listas de observação. Torcedores e analistas devem acompanhar anúncios oficiais e a composição final das atribuições entre gestor, diretor executivo e head scout.
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