Zubeldía acredita na classificação do Fluminense na Libertadores: 'Temos time'

Zubeldía acredita na classificação do Fluminense na Libertadores: 'Temos time'

Zubeldía acredita na classificação do Fluminense na Libertadores: 'Temos time'

O Fluminense complicou sua vida na Libertadores ao perder por 2 a 0 para o Bolívar em La Paz; a derrota, agravada pela expulsão de Bernal, deixa o Tricolor na lanterna do Grupo C com apenas um ponto. Zubeldía diz acreditar na recuperação, mas a equipe precisa reagir já nos próximos três jogos para seguir sonhando com a classificação.

Fluminense perde em La Paz e vê classificação na Libertadores ficar em risco

O time carioca foi dominado pelo Bolívar na altitude de 3.650 metros e saiu sem nenhuma finalização no alvo. A combinação de falta de fôlego, controle do adversário e a expulsão de Bernal no início do segundo tempo transformou a partida em um exercício de contenção que terminou com derrota por 2 a 0.

Expulsão e altitude: dupla que definiu o jogo

A vantagem inicial do Bolívar cedo na partida ampliou o desgaste físico do Fluminense, obrigando-o a correr mais e a trocar menos passes. A expulsão por reclamação de Bernal logo no segundo tempo deixou o Tricolor em desvantagem numérica, dificultando qualquer tentativa de reagir. Técnico Luis Zubeldía lamentou o erro e afirmou que, sem a expulsão, a equipe teria produzido mais ofensivamente — um diagnóstico plausível, mas que não apaga problemas estruturais vistos no jogo.

Problemas de criação e controle

O Fluminense teve dificuldade em manter a posse e transformar circulação em chances claras. Sem a bola, o desgaste aumentou; com a bola, faltou profundidade e mistura de referências ofensivas para furar a pressão boliviana. A ineficácia na finalização e a falta de variação tática ficaram evidentes em um confronto onde era imprescindível usar a bola para administrar o jogo.

Consequências na tabela do Grupo C

Com o resultado, o Fluminense caiu para a lanterna do Grupo C, somando apenas um ponto e saldo negativo de três gols. O Bolívar subiu para o segundo lugar com quatro pontos. A derrota deixa o calendário do Tricolor com pouco espaço para erros nas rodadas decisivas da fase de grupos.

O que muda na estratégia do time

Do ponto de vista tático, o Fluminense precisa priorizar controle de jogo sem expor atletas ao desgaste extremo, especialmente em partidas de altitude. A disciplina também entra na pauta: cartões evitáveis, como o que acarretou a expulsão de Bernal, tornam qualquer jogo fora de casa mais difícil. Há margem para ajustes de formação e ritmo, mas será necessário que eles se traduzam em resultados imediatos.

Fluminense perde para o Bolívar na altitude e se complica na Libertadores

Próximos jogos e urgência de recuperação

O calendário do Tricolor não dá folga. O time volta a campo pelo Brasileirão no domingo, às 18h30 (horário de Brasília), contra o Internacional no Beira-Rio — confronto que exige foco nacional e pressão por recuperação. Na sequência, o Fluminense visita o Independiente Rivadavia, dia 6, às 21h30, pela quinta rodada da Libertadores, partida em que qualquer ponto fora de casa terá valor decisivo.

O que está em jogo

A confiança pública de Zubeldía em classificar é um alicerce necessário, porém insuficiente se não vier acompanhada de mudanças práticas: maior controle em meio-campo, alternativas ofensivas e disciplina coletiva. Restam três partidas para corrigir a rota; o tempo para testar soluções táticas é curto e a margem de erro, mínima.

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