
Luis Zubeldía reconheceu que o Fluminense atravessa fase ruim no jogo e no resultado, mas manteve confiança na classificação às quartas da Libertadores após o empate sem gols com o Independiente Rivadavia. O treinador elogiou o elenco montado para a competição, minimizou a necessidade imediata de contratações mesmo com a gravidade da lesão de John Kennedy e cobrou reação na partida de volta.
Zubeldía admite má fase, mas crê na vaga na Libertadores
Luis Zubeldía foi direto: o Fluminense passa por um momento abaixo do exigido tanto em desempenho quanto em resultados, mas não perde a convicção de que tem elenco capaz de chegar às quartas de final da Libertadores. O 0 a 0 com o Independiente Rivadavia fora de casa, pela ida das oitavas, mostrou as limitações do time no último terço, mas também manteve o confronto em aberto para a volta.
Como foi a partida
O jogo em Mendoza foi marcado por equilíbrio e pouca criatividade ofensiva do Fluminense. A equipe teve posse de bola em larga parte do tempo, mas faltou profundidade e finalizações com perigo. Do lado argentino, o Independiente Rivadavia apresentou uma defesa compacta e explorou o jogo físico, tornando o duelo duro e competitivo.
O que Zubeldía destacou
O treinador valorizou o elenco: afirmou que o clube montou uma equipe com ambição de conquistar a Libertadores e que, no fim, a decisão cabe aos jogadores em campo. Ao mesmo tempo, reconheceu que os três confrontos contra o Rivadavia — duas partidas na fase de grupos e esta oitavas — foram sempre complicados, confirmando que a chave do confronto é superar a rigidez tática adversária.

Histórico do confronto
Fluminense e Independiente Rivadavia já tinham se enfrentado na fase de grupos, com uma derrota e um empate para o time brasileiro. Esse histórico recente reforça a ideia de que o confronto é travado e exige maior eficiência do Tricolor para desbloquear defesas compactas em jogos eliminatórios.
Capitão Thiago Silva exige reação imediata do Fluminense após empate sem gols
Lesão de John Kennedy e postura do clube
A confirmar exames, a lesão de John Kennedy no ligamento cruzado anterior é um golpe na temporada. Zubeldía foi categórico ao dizer que, naquele momento, não está pensando em contratar no mercado para suprir a perda. A posição do técnico aponta para confiança nas opções internas e ajustes táticos, mas também aumenta a pressão sobre a gestão para decidir se fará reforços na janela.
Análise: por que o empate é ao mesmo tempo razoável e preocupante
Empatar fora de casa em mata-mata pode ser aceitável, sobretudo quando a equipe visitante consegue manter o zero na sua meta. Mas a falta de criatividade no último terço do Fluminense revela um problema estrutural: ter jogadores de qualidade não basta se não há dinâmica coletiva ou mecanismos ofensivos claros. Se a equipe não ajustar criação e penetração, a vaga corre risco mesmo com a confiança do treinador.
O que esperar para a volta
Na partida de volta, a responsabilidade recai sobre o Fluminense para transformar posse em chances claras e mais finalizações de perigo. Zubeldía precisará tanto recuperar ritmo quanto, possivelmente, reinventar o poder ofensivo do time sem John Kennedy. Se o Tricolor reagir e apresentar maior objetividade, a vaga às quartas segue ao alcance; caso contrário, o empate por 0 a 0 será lembrado como sinal de alerta.
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