Botafogo joga xadrez em campo sob o comando de Martín Anselmi

Botafogo joga xadrez em campo sob o comando de Martín Anselmi

Por: Resenha do Bairro

Desde a chegada de Martín Anselmi ao Botafogo, em dezembro de 2025, o torcedor alvinegro passou a enxergar o time como um verdadeiro tabuleiro de xadrez. O treinador argentino, conhecido pelo modelo de jogo estratégico e dinâmico, rapidamente implementou sua identidade tática em General Severiano.

Anselmi construiu sua reputação internacional com passagens marcantes pelo Independiente del Valle, onde conquistou a Copa Sul-Americana e a Recopa Sul-Americana. Também dirigiu o Cruz Azul, o FC Porto no Mundial de Clubes de 2025, e iniciou sua trajetória como técnico principal no Unión La Calera.

O trio defensivo e o impacto da saída de David Ricardo

Uma das marcas do treinador é o sistema com três zagueiros. No início, a montagem do elenco indicava profundidade para executar o modelo com segurança.

No entanto, a expectativa em torno desse sistema diminuiu quando o clube optou por negociar David Ricardo com o Dínamo Moscou, em janeiro de 2026, por cerca de R$ 40 milhões. O defensor canhoto, de 23 anos, que pedia espaço no elenco principal e era visto como peça ideal para o esquema de Anselmi, deixou uma lacuna justamente no setor que seria a base estrutural da equipe.

Com sua saída, restaram Bastos — retornando após longo período de inatividade — e Barboza como referências imediatas. A responsabilidade sobre a recomposição defensiva e a adaptação tática aumentou nas primeiras rodadas da temporada, transformando a linha de três em um verdadeiro quebra-cabeça.

A estreia e o desenho do tabuleiro

A primeira partida de Anselmi foi em 21 de janeiro de 2026, vitória por 1 a 0 sobre o Volta Redonda, no Estádio Nilton Santos, pelo Campeonato Carioca. O gol foi marcado por Álvaro Montoro.

Desde então, o time passou a apresentar uma organização comparada a peças de xadrez:

Rei: Léo Linck, peça central do sistema e ativo na construção.

Torres: Vitinho e Alex Telles, alas com liberdade ofensiva.

Peões defensivos: Barboza e Ponte.

Cavalo recuado: Newton, alternando entre defesa e meio-campo.

O diferencial está na mobilidade. O sistema se transforma conforme a fase do jogo, principalmente na saída de bola, criando superioridade numérica na construção.

Ultraofensivo contra o Nacional de Potosí

Diante do Nacional de Potosí, o Botafogo entrou em campo com:

Léo Linck; Ponte, Bastos e Barboza; Vitinho, Newton, Danilo, Alex Telles; Montoro, Matheus Martins e Jordan Barrera.

Na prática, o desenho variava constantemente.

Na saída de bola:

Linck subia para participar da construção.

Vitinho e Telles avançavam simultaneamente.

Ponte fechava como lateral defensivo.

Barboza abria pelo lado esquerdo.

Bastos sustentava o miolo.

O peão promovido: a mobilidade de Matheus Martins

Dentro dessa analogia tática, Matheus Martins é o “peão avançado” que pode ser promovido. No xadrez, quando o peão alcança a última linha, ele pode se transformar em dama, torre, bispo ou cavalo. Em campo, essa promoção simbólica acontece por sua mobilidade e leitura de jogo.

Matheus não atua apenas como referência fixa no ataque. Ele:

Recua para participar da construção, assumindo função semelhante à rainha, com liberdade para circular.

Ataca as diagonais e infiltra pelo meio, como um bispo.

Faz movimentos curtos e imprevisíveis entre linhas, como um cavalo.

Abre pelos lados para alongar o campo, como uma torre.

Essa versatilidade desorganiza a defesa adversária, pois não há um ponto fixo de marcação. Ele segura zagueiros, cria espaços para as infiltrações de Vitinho e Telles e oferece linhas de passe constantes para Danilo e Montoro.

Domínio territorial e intensidade

O primeiro tempo foi de amplo domínio alvinegro. Logo no primeiro minuto, Vitinho infiltrou e exigiu grande defesa de Galindo. Em seguida, acertou o travessão.

O gol nasceu de um lançamento preciso de Danilo — a “Rainha” do time, com liberdade para percorrer todo o campo. Alex Telles recebeu, disputou espaço e encobriu o goleiro.

Montoro e Barrera atuavam em diagonais, conduzindo para dentro e buscando finalizações ou passes para Matheus Martins. Newton aparecia como elemento surpresa, conectando setores e chegando para finalizar.

Números do primeiro tempo:

15 finalizações

2 gols marcados

Amplo domínio territorial

Identidade construída no movimento

O Botafogo de Anselmi não é estático. O esquema com três zagueiros é apenas a base estrutural. A essência está na movimentação coordenada, na ocupação racional dos espaços e na capacidade de adaptação durante o jogo.

Cada peça entende sua função, mas está preparada para assumir outra quando necessário.

Se o tabuleiro seguirá favorável ao longo da temporada dependerá da consistência e da evolução coletiva. Mas uma certeza já se consolida: sob o comando de Martín Anselmi, o Botafogo não apenas joga futebol — ele interpreta o jogo como estratégia. ♟️🔥

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Foto destaque treinador do Botafogo Anselmi (Reprodução/Vitor Silva/Flickr/Botafogo FR)

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