
Por: Resenha do Bairro
Saquarema (RJ)
Saquarema recebeu mais do que uma semifinal da Taça Rio. Pressionado por resultados recentes o Botafogo tem a nossa arquibancada virtual pronta para analisar — e cornetar — cada toque na bola.
Escalado com Raul, Kadu, Justino, Ythallo, Jhoan Hernández, Edenílson, Arthur Novaes, Caio Valle, Lucas Villalba, Artur e Nathan, o Alvinegro entrou em campo buscando algo além da vaga: precisava recuperar confiança.
Primeiro tempo: posse adversária e debate quente
O início foi de maior posse do Boavista e impaciência alvinegra.
Marcelo Pontes abriu os trabalhos:
> “Impressionante que o Reborn não consegue nem dominar a bola.”
Arthur Novaes começou a chamar o jogo com tranquilidade. Rodrigo notou:
> “Arthur Novaes é tranquilão, né?”
Bugler respondeu:
> “No jogo contra o Flamengo entrou bem.”
E Rodrigo completou:
> “A bola não queima no pé dele. Tá sempre pedindo a bola.”
Ythallo apareceu firme nos cortes. Edenílson cadenciava. A crítica começava a dividir espaço com a análise.
Até que veio o primeiro gol.
Zagueiro para zagueiro. Bola na rede.
> “Gooool!”, gritou bugler.
Marcelo reagiu:
> “Gol de zagueiro preocupa.”
Mas preocupante mesmo seria não vencer. O intervalo chegou com vantagem mínima e debate aceso nas arquibancadas físicas e virtuais.
46’: o momento da confirmação
Se o primeiro tempo terminou com vantagem, o segundo começou com autoridade.
Logo aos 46’ Artur recebeu boa assistência de Edenílson, estreante da noite, bem posicionado e ampliou: 2 a 0 Botafogo.
Foi o tipo de gol que muda o ambiente. A tensão deu lugar a um suspiro coletivo.
Rodrigo soltou quase em tom de alívio:
> “Agora é pegar confiança.”
A vantagem dupla permitiu maturidade. O Boavista pressionou, Raul apareceu quando exigido, e a defesa se manteve sólida.
VAR, debate e a frase da noite
Quando Nathan chegou a balançar a rede mais uma vez, a comemoração foi interrompida pelo VAR.
> “Tá desenhando a linha freehand”, ironizou Rodrigo.
“Mesma linha!”, reclamou bugler.
Impedimento marcado. Revolta registrada.
Mas o jogo já estava sob controle.
Aos 85' Luis Henrique, ex Botafogo recebeu livre dentro da área, empurra para as redes e novamente o VAR entra em ação anulando aquele que seria o primeiro gol do Boavista.
Nos minutos finais, Bugler voltou ao ponto que vinha defendendo desde cedo:
> “A galera cornetou a contratação do Edenílson, mas tu vê se ele joga…”
Rodrigo fechou a noite com a frase que resumiu o sentimento coletivo:
> “Quem joga, é fácil ver. Difícil é ver futebol em quem não tem.”
Apito final
Botafogo 2 x 0 Boavista
Não foi espetáculo. Foi resposta.
Resposta à sequência negativa.
Resposta à desconfiança.
Resposta à corneta.
Entre críticas e elogios, a base ganhou moral, Edenílson mostrou experiência e Artur marcou no momento mais simbólico possível: o início da confirmação.
Em Saquarema, o Botafogo venceu o jogo.
E talvez tenha começado a vencer algo maior: a própria ansiedade.
Próximo desafio: Libertadores
A vitória encerra a noite estadual, mas abre imediatamente o capítulo continental.
Na quarta-feira, o Botafogo enfrenta o Nacional Potosí, pela Copa Libertadores da América.
Outro cenário, outra atmosfera e outro grau de exigência.
Se a Taça Rio exigiu resposta emocional, a Libertadores exigirá maturidade competitiva.
A Resenha do Bairro estará lá, acompanhando cada lance, cada debate e cada nova frase que nasce entre a corneta e a confiança.
Porque no Botafogo, o jogo não termina no apito.
Ele continua na resenha.
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Créditos
Reportagem e crônica: Resenha do Bairro
Comentários: Marcelo Pontes, Rodrigo e Bugler
Edição: Redação Resenha do Bairro




