Entre desconfiança, gritos e churrasco, o Glorioso sofre, reage e arranca vitória fora de casa
Por: Sérgio Nascimento - Rio de Janeiro
16/04/2026

Noite de copa. Churrasqueira acesa, carne no ponto, resenha armada. E, como sempre acontece nessas “coincidências da vida”, tinha jogo do Botafogo.
Tudo corria bem… até sair a escalação.
— O Neto no gol? — disparou Rodriguinho, já largando o copo.
Sérgio ainda tentou aliviar o clima:
— Talvez seja o jogo pra ele recuperar a confiança… sem pressão, ambiente mais tranquilo…
Cristóvão nem deixou terminar:
— Técnico maluco! Neto é brincadeira… estamos ferrados!
Marcelo Pontes foi direto ao ponto:
— Com o Neto, hoje é goleada… contra a gente.
E assim começou a noite.
Começou daquele jeito…
Nem deu tempo de virar a carne direito.
Aos 4 minutos, falta levantada na área, Neto sai mal, e Santiago Sosa manda pra dentro: 1 a 0 Racing.
Silêncio na resenha. Aquele silêncio pesado.
Até que Sérgio solta:
— Neto, me ajuda a te ajudar!
E o sofrimento só aumentava. O Racing chegava fácil, pressionava, e a sensação era de que a tragédia anunciada estava só começando.
Mas futebol tem dessas.
Quando a resenha começa a mudar…
Aos 22’, no meio do caos, a bola sobra pra Arthur Cabral. Ele bate, meio sem jeito, e a bola passa por baixo do goleiro.
Gol do Botafogo. 1 a 1.
Do nada, a resenha voltou à vida.
— Falei! Aqui é Botafogo! — gritou alguém que claramente não tinha falado nada antes.
O time cresceu. Medina começou a achar passes, Júnior Santos infernizava, e o jogo virou outro.
Até que, aos 41’, veio o momento:
Barboza lança, Júnior Santos — o “Jacaré” — sai cara a cara e guarda.
— AH, É O JACARÉ! — virou grito coletivo.
Virada: 2 a 1 Botafogo.
E, olha… até o Neto resolveu aparecer. No fim do primeiro tempo, fez uma defesa daquelas, à queima-roupa, pra segurar o resultado.
A resenha, que queria expulsar o homem no começo, já começava a reconsiderar… um pouco.
Segundo tempo: sofrimento raiz
Se tem uma coisa que o botafoguense conhece bem, é sofrer.
E o segundo tempo foi exatamente isso.
Pressão do Racing, bola na área, chute de todo lado… e o Neto trabalhando.
Entre uma defesa e outra, vinha sempre aquele comentário:
— “Agora vai dar ruim…”
Até que deu.
Aos 64’, cruzamento na área, e Adrián Martínez empurra pra dentro.
2 a 2.
Na resenha, ninguém gritava. Só aquele clássico:
— Eu sabia…
A solução veio do banco (e salvou o churrasco)
Quando o empate já parecia sentença, o banco resolveu trabalhar.
Entraram Barrera, Kadir, Danilo… e mudou tudo.
Jogada pela ponta, cruzamento na medida… e Danil
o aparece pra decidir.
Gol do Botafogo. 3 a 2.
A resenha explodiu.
Carne queimando, gente pulando, copo caindo… e ninguém nem aí.
Porque no fim das contas, é isso que importa.
Resultado da resenha
Depois do apito final, veio a votação mais importante da noite:
🏆 Craque do Bairro: Danilo (85%)
🐟 Bagre do Bairro: Neto (71%)
Sim… ele até salvou no fim. Mas a resenha não esquece.

Foto: A Galera do Resenha (Caroline Nascimento/Resenha do Bairro)
E no grupo…?
O Botafogo assume a liderança, empatado com o Caracas, mas na frente pelo critério de gols fora de casa.
O Racing fica em terceiro, e o Petrolero — próximo adversário — ainda não pontuou.
Ou seja…
Tem caminho. E tem resenha.
Próximos capítulos:
Sábado tem Chapecoense na Arena Condá.
Terça tem de novo — só que no Nilton Santos, pela Copa do Brasil.
E a pergunta que fica na resenha já é outra:
— Vai de Neto de novo…?
Silêncio.
Foto destaque: Danilo, Craque do Bairro (Reprodução/Vitor Silva/Flickr/Botafogo)




