Por: Sérgio Nascimento - Rio de Janeiro
13/04/2026

Em um confronto agitado no Nilton Santos, o Botafogo ficou no empate por 2 a 2 com o Coritiba e encerrou a rodada ocupando a 11ª colocação no Campeonato Brasileiro. A proposta ousada do técnico Franclim Carvalho deu o tom da partida — para o bem e para o mal.
Leitura de jogo e escalação
Ciente de que o Coritiba, comandado por Fernando Seabra, é um dos melhores visitantes da competição e costuma atuar fechado, explorando erros do adversário, Carvalho optou por uma formação extremamente ofensiva. Sem um volante de contenção (Allan ou Newton), o treinador buscou domínio no meio-campo e presença constante no ataque.
O Botafogo iniciou com:
Raul; Vitinho (Chris Ramos), Bastos, Barboza e Jhoan Hernández (Caio Roque); Danilo, Medina e Montoro (Edenílson); Jordan Barrera (Matheus Martins), Arthur Cabral e Santi Rodríguez (Villalba).
Primeiro tempo
A estratégia não funcionou como o esperado na etapa inicial. O Botafogo errou muitos passes e ofereceu espaços ao adversário.
Logo aos 6 minutos, o Coritiba quase abriu o placar com Ronier, após desvio de Barboza. O Glorioso respondeu aos 8, em belo lançamento de Danilo para Barrera, que terminou em finalização de Arthur Cabral defendida por Pedro Rangel.
O jogo seguiu aberto, mas com o Coxa mais perigoso. Aos 33 minutos, após erro de Danilo, o time paranaense aproveitou o contra-ataque em superioridade numérica: Josué serviu Breno Lopes, que finalizou com precisão para fazer 1 a 0.
Antes do intervalo, Raul ainda evitou o segundo gol em finalização de Vini Paulista. O Coritiba terminou o primeiro tempo com 10 finalizações contra 7 do Botafogo. A torcida alvinegra, insatisfeita, protestou contra o treinador.
Segundo tempo
Precisando reagir, Franclim Carvalho mexeu na equipe: saíram Montoro e Santi Rodríguez para as entradas de Edenílson e Villalba.
Logo no início, Jhoan Hernández sofreu um choque de cabeça e precisou ser substituído por Caio Roque, seguindo o protocolo de concussão.
O Botafogo voltou mais agressivo. Aos 54 minutos, Danilo recebeu dentro da área, cortou o marcador e empatou o jogo com um chute de canhota: 1 a 1.
O time cresceu na partida e criou boas oportunidades, como a chance desperdiçada por Barrera logo na sequência.
Aos 77 minutos, veio a virada: Caio Roque cruzou, Edenílson escorou e Arthur Cabral completou para o gol — 2 a 1. A mudança ousada de Franclim, ao colocar Chris Ramos para aumentar a presença na área, parecia ter surtido efeito.
Mas, como diz a velha máxima da resenha: “remédio demais vira veneno”.
Aos 79 minutos, em um lançamento em profundidade, Villalba escorregou na lateral direita, e a bola sobrou limpa para Lavega, que empatou na saída de Raul: 2 a 2.
Destaques da partida
O “Craque do Bairro”, segundo dados do Sofascore, foi Danilo (nota 8.0). Além do gol, teve 84% de acerto nos passes — apesar de um erro que originou o primeiro gol adversário.
Já o “Bagre do Bairro” ficou com Raul (nota 6.2). O goleiro fez três defesas, mas os gols sofridos eram considerados defensáveis. A insegurança na posição segue sendo um ponto de atenção — assim como a turbulência fora de campo.
Próximos desafios
O Botafogo volta a campo na quarta-feira, quando enfrenta o Racing, em Avellaneda, pela segunda rodada da Copa Sul-Americana. Pelo Brasileirão, o compromisso será no sábado, às 18h30, contra a Chapecoense, na Arena Condá.
✍🏽 Por Sérgio Nascimento | Resenha do Bairro
📝 Edição: ChatGPT
Fonte: Sofascore
Foto destaque: (Reprodução/Vitor Silva/Flickr/Botafogo)




