Chamada: Botafogo resiste no primeiro tempo, sofre pressão na etapa final e chega à sexta derrota consecutiva antes de decisões na Taça Rio e na Libertadores.

O roteiro parecia ensaiado para o drama. Em quatro atos bem definidos, o Botafogo encarou o Nacional de Potosí fora de casa, resistiu enquanto pôde, mas sucumbiu no segundo tempo e deixou o campo novamente derrotado. A sequência negativa chega a seis jogos.
1º ATO — DEFENDENDO A CASINHA
O Nacional de Potosí começou melhor e empilhou ações ofensivas. Aos 3 minutos, Matheus Martins recebeu lançamento e finalizou, mas Galindo, goleiro da equipe boliviana, saiu bem e fez a defesa fora da área com o peito, evitando a abertura do placar.
Aos 13’, Otormín finalizou da entrada da área; a bola desviou na defesa, voltou para ele e, na nova tentativa, sofreu outro desvio antes de sair em escanteio.
O primeiro tempo foi de resistência alvinegra. Com apenas 33% de posse de bola, o Botafogo finalizou duas vezes — uma no alvo — e sofreu 11 arremates, sendo um na trave. Léo Linck realizou duas boas defesas e garantiu o 0 a 0 até o intervalo.
2º ATO — O BOTAFOGO SAI DA TOCA
Aos 27’, em lance confuso, Léo Linck saiu mal do gol, Álvarez cruzou, a defesa afastou parcialmente e Solís bateu de primeira, com perigo. Dois minutos depois, o goleiro caiu com dificuldades para respirar, mas se recuperou e, aos 30’, fez intervenção segura.
O Botafogo respondeu. Aos 34’, Montoro carregou até a entrada da área e rolou para Barrera, que bateu firme à direita de Galindo. Aos 36’, Vitinho foi à linha de fundo e encontrou Newton, que soltou uma bomba por cima. Aos 44’, Barboza lançou Matheus Martins, que ganhou da zaga, mas finalizou para fora.
O empate persistia mais pela entrega defensiva do que pelo controle da partida.
3º ATO — O ABAFA
O segundo tempo começou com o golpe. Aos 46’, Rojas levantou na área e Baldomar desviou para abrir o placar: 1 a 0 para o Nacional de Potosí.
A pressão seguiu intensa. Aos 49’, novo cruzamento de Rojas e finalização por cima de Torrico. Aos 54’, Vitinho chegou à linha de fundo, cruzou e Montoro acertou a trave — a melhor chance alvinegra na partida. Aos 56’, Rojas chutou por cima da marca do pênalti.
O Nacional ainda teve um gol anulado aos 61’, após jogada de Rojas pela esquerda e finalização de Restrepo, com desvio de Álvarez em posição de impedimento.
4º ATO — PRA CIMA, FOGÃO
Na reta final, o Botafogo tentou reagir. Aos 70’, após disputa intensa, Villalba encontrou Barrera, que rolou para Newton finalizar com perigo à direita de Galindo. O Nacional respondeu aos 72’, com Solís chutando à esquerda de Léo Linck.
Aos 78’, Kadir sofreu falta na entrada da área. Telles cobrou, e Galindo espalmou para a lateral. Aos 84’, Rojas fez boa jogada individual, mas Bastos interceptou.
Nos acréscimos, a tensão aumentou. Aos 96’, após cruzamento na área, Tobar ganhou de cabeça e tentou ajeitar para Álvarez, que chegou atrasado por pouco.
O apito final confirmou mais um capítulo difícil na temporada alvinegra.
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📊 ESTATÍSTICAS FINAIS
Posse de bola
Nacional de Potosí: 66%
Botafogo: 34%
Passes
Nacional de Potosí: 562 passes (85% de acerto)
Botafogo: 245 passes (70% de acerto)
Passes errados: 82 (Nacional) / 73 (Botafogo)
Ataque
Finalizações: 22 (Nacional) / 8 (Botafogo)
Para fora: 14 / 5
No gol: 2 / 2
Na trave: 1 / 1
Bloqueadas: 5 / 0
Os números escancaram o enredo da partida: amplo domínio territorial e volume ofensivo do Nacional de Potosí, enquanto o Botafogo apostou em resistência e transições.
PRÓXIMOS COMPROMISSOS
Com a sexta derrota consecutiva, o Botafogo agora volta as atenções para decisões
importantes:
Sampaio Corrêa, pela semifinal da Taça Rio, às 21h30, em Saquarema;
Nacional de Potosí, no Nilton Santos, pelo jogo de volta da Libertadores.
Se o futebol foi ópera nesta noite, o torcedor alvinegro espera que os próximos atos tragam redenção — e não mais drama.
Foto destaque: Matheus Martins perde o gol frente so goleiro Galindo (Reprodução: Vitor Silva/Flickr/Botafogo)




