
O Brasileirão atingiu 18 demissões de técnicos na temporada após a saída de Paulo Pezzolano do Internacional, ampliando uma rodada marcada por alta rotatividade e média de 0,6 demissão por rodada — três despedidas somente nos últimos oito dias.
18 técnicos já foram demitidos no Brasileirão: índice de instabilidade aumenta
Paulo Pezzolano virou a demissão mais recente, anunciada em 20 de setembro de 2026 pelo Internacional, levando o campeonato a 18 trocas de comando técnico na temporada.A estatística reflete uma média de cerca de 0,6 técnico demitido por rodada e ressalta um padrão de decisão rápida por parte das diretorias.
Sequência recente: três demissões em oito dias
Nos últimos oito dias o Brasileirão registrou três desligamentos relevantes: Luís Castro (13/09/2026) no Grêmio, Léo Condé (15/09/2026) no Remo e Paulo Pezzolano (20/09/2026) no Internacional.Para o Remo, a mudança já veio acompanhada de contratação: Thiago Carpini será o terceiro treinador do clube na temporada, após Juan Carlos Osorio e Léo Condé.

Primeira demissão da temporada e padrão de rodízio
Jorge Sampaoli foi o primeiro técnico a perder o cargo nesta edição, em 12 de fevereiro de 2026, no Atlético-MG.Desde então, clubes de diferentes perfis — tradicionais e emergentes — recorreram à demissão como resposta a resultados ou desgaste com o elenco, transformando o Brasileirão em um torneio onde a estabilidade tática tem sido rara.
Lista completa de demissões no campeonato
12/02/2026 — Jorge Sampaoli (Atlético-MG)
22/02/2026 — Fernando Diniz (Vasco)
01/03/2026 — Juan Carlos Osorio (Remo)
03/03/2026 — Filipe Luís (Flamengo)
09/03/2026 — Hernán Crespo (São Paulo)
16/03/2026 — Tite (Cruzeiro)
19/03/2026 — Juan Pablo Vojvoda (Santos)
22/03/2026 — Martín Anselmi (Botafogo)
03/04/2026 — Gilmar Dal Pozzo (Chapecoense)
05/04/2026 — Dorival Júnior (Corinthians)
13/05/2026 — Roger Machado (São Paulo)
25/05/2026 — Fábio Matias (Chapecoense)
18/06/2026 — Renato Gaúcho (Vasco)
13/08/2026 — Luis Zubeldía (Fluminense)
18/08/2026 — Franclim Carvalho (Botafogo)
13/09/2026 — Luís Castro (Grêmio)
15/09/2026 — Léo Condé (Remo)
20/09/2026 — Paulo Pezzolano (Internacional)
O que isso significa para clubes, torcedores e competição
A rotatividade elevada revela pressões internas por resultados imediatos e pouca tolerância a processos de reconstrução.Para clubes na briga contra o rebaixamento, a troca rápida pode gerar um choque de curto prazo e eventualmente evitar a queda; para equipes que buscam títulos, a instabilidade tende a comprometer identidade tática e sequência de trabalho.
Impacto no elenco e na campanha
Trocas frequentes alteram preparações, rotinas e escolhas de elenco.Jogadores perdem referências, esquemas variam e a adaptação contínua mina consistência.Clubes com estruturas administrativas sólidas e planejamento de longo prazo tendem a sofrer menos, enquanto instituições reativas arriscam deslizes decisivos nas fases finais.
O que observar nas próximas rodadas
Fique de olho em clubes com histórico de demissões múltiplas (Remo, Chapecoense, Botafogo) e nos que ainda mantêm treinadores sob pressão (ex.: Corinthians, Cruzeiro).A capacidade das novas equipes técnicas de conseguir respostas imediatas será determinante para a permanência ou nova mudança no comando.
Conclusão
O Brasileirão atravessa uma fase de forte turnover entre técnicos, reflexo de exigência por resultados e menor paciência com processos.A continuidade ou nova escalada de demissões nas próximas rodadas dirá se esse padrão é uma exceção pontual ou tendência que definirá a identidade do campeonato nesta temporada.
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